Economista recomenda começo de ano sem dívidas

A recomendação é do coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos Socioeconômicos da Unisanta(NESE), o economista Jorge Manuel de Souza Ferreira

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03 MAR 201301h00

A partir dessa semana, trabalhadores, aposentados e pensionistas começam a receber o 13º salário integral ou o pagamento restante da gratificação extra. Mas, com dinheiro na mão, em mês de festas de fim de ano, é preciso manter as contas sob controle. A recomendação é do coordenador do Núcleo de Pesquisa e Estudos Socioeconômicos da Unisanta(NESE), o economista Jorge Manuel de Souza Ferreira.

O professor aconselha, em primeiro lugar, que quem tem dívidas, principalmente empréstimos financeiros de bancos, deve usar esse dinheiro para quitá-los ou amortizá-los. “Nesses casos não é melhor aplicar o dinheiro porque os juros são menores que os juros dos empréstimos bancários. Então é melhor pagar o empréstimo ou amortizar a dívida e começar o ano livre”, afirma o economista.

Em relação as festas de fim de ano quando os gastos aumentam com festas e presentes, o economista observa que o ideal é fazer um planejamento de quanto será gasto, com base no “que se tem para gastar para não fazer mais contas”.

O professor Jorge Manuel ressalta que depois das festas de Natal e Ano Novo vem as despesas de janeiro como IPTU, IPVA, matrícula de escola e material escolar para quem tem filhos e por isso, o melhor é tentar fazer uma “reserva” de recursos para o pagamento dessas contas.

Já para as pessoas que não tem dívidas pendentes e pretendem investir o 13º salário, o professor Jorge Manuel faz um alerta. Segundo ele, as aplicações de risco não são rentáveis neste momento. “As aplicações estão rendendo pouco devido a queda da taxa Selic. Então é melhor não arriscar investimentos de renda fixa como CDB ou CDB pré-fixado”, afirma.

O professor Jorge Manuel aconselha a aplicação em fundo de previdência privada, mas alerta para a taxa de carregamento que varia de instituição.

Ações

O momento também não é propício para investir no mercado de ações a curto prazo. “O risco está maior devido a incerteza na bolsa norte-americana. Bolsa de ações só a longo prazo”, concluiu o professor.