Douglas quer saber se patrocínio do Museu Pelé no SFC foi dinheiro público

Vereador do DEM teve aprovado requerimento questionando patrocínio na camisa do Peixe

Comentar
Compartilhar
05 MAI 201510h45

Ele é vereador governista, torcedor do Santos e garante não ter nada contra o Museu Pelé. Mas, mesmo assim, Douglas Gonçalves (DEM) quer saber se a Prefeitura gastou para estampar na camisa do Santos Futebol Clube a marca do Museu Pelé.

Douglas teve um requerimento aprovado ontem (em votação simbólica, sem a contagem nominal de votos) na sessão da Câmara questionando a parceria entre a Prefeitura e o Santos Futebol Clube. Agora, a Administração Municipal tem 30 dias, a partir da data do recebimento do requerimento, para prestar os esclarecimentos.

No requerimento, Douglas faz indagações como o valor do contrato firmado entre Prefeitura, Museu Pelé e o Santos e qual a participação da Administração nesse acordo.

Equipamento custou R$ 50 milhões (Foto: Matheus Tagé/DL)

O parlamentar chegou a citar as reportagens publicadas no Diário do Litoral na semana passada mostrando que, inicialmente, o patrocínio sairia a custo zero e, depois, a declaração do presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, de que há sim uma empresa responsável pelo pagamento do patrocínio do Museu Pelé, mas ela não quer aparecer.

R$ 50 milhões

Ontem, Douglas Gonçalves lembrou que a AMA Brasil, a Organização Social responsável pela criação e manutenção do museu, captou cerca de R$ 50 milhões nas três esferas de governo e na iniciativa privada para erguer o equipamento. E cada empresa que colaborou na construção teve o nome divulgado.

O vereador quer saber se a conta divulgada na Imprensa da arrecadação com o patrocínio na camisa é a correta. Conforme ele lembrou, para ter a marca estampada nos dois jogos da final do Campeonato Paulista, outras empresas gastaram, juntas, R$ 395 mil. “O Santos declarou que arrecadaria R$ 1,5 milhão. Então, quero saber quem pagou e quanto pagou”.