Djamila Ribeiro reforça importância do acolhimento em visita à Casa da Mulher em Santos

Filósofa santista conheceu equipamento público durante gravação de documentário; espaço é referência em apoio a mulheres

Passagem da filósofa Djamila Ribeiro pela Casa da Mulher aconteceu no contexto das gravações de um documentário

Passagem da filósofa Djamila Ribeiro pela Casa da Mulher aconteceu no contexto das gravações de um documentário | Divulgação/PMS

A filósofa, escritora e ativista Djamila Ribeiro visitou nesta segunda-feira (5) a Casa da Mulher, localizada na Avenida Rangel Pestana, 150, no bairro Vila Mathias, em Santos. Reconhecida internacionalmente por sua atuação nas lutas contra o racismo e pela igualdade de gênero, Djamila retornou à cidade natal para conhecer o espaço, que oferece acolhimento, capacitação e apoio jurídico e psicológico a mulheres santistas, especialmente as vítimas de violência.

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Durante a visita, Djamila destacou a importância da iniciativa. “Fiquei muito feliz em conhecer este espaço. Primeiro, por ser santista, e depois por saber que há um lugar que integra todos os serviços voltados às mulheres. É mais um instrumento fundamental para garantir não só acolhimento, mas também direitos”, afirmou.

A passagem da filósofa pela Casa da Mulher aconteceu no contexto das gravações de um documentário, e foi articulada pela Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), que convidou a autora a conhecer o equipamento público, inaugurado em dezembro do ano passado.

Referência nacional e orgulho santista

A secretária Nina Barbosa, titular da Semulher, celebrou a presença da autora de “Lugar de Fala” como um marco simbólico. “Djamila é uma referência para a nossa cidade e para nós, mulheres, pelo trabalho que desenvolve em defesa da igualdade de gênero e no combate ao racismo. Tê-la conosco é um presente”, afirmou.

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Durante a visita, representantes da Secretaria de Cultura (Secult) também apresentaram ações voltadas à valorização da cultura negra em Santos, como o Festival Santos Arte Preta. Em 2025, o evento chega à sua quarta edição, reunindo atrações e atividades culturais em celebração ao mês da consciência negra.

Raízes em Santos

Apesar de atualmente viver em São Paulo, Djamila reforçou sua conexão com Santos. “Minha filha nasceu aqui. Santos é o meu lugar de pertencimento. É uma cidade que carrego sempre no meu coração”, declarou.

Filha de estivador e de empregada doméstica, Djamila cresceu no bairro Aparecida, onde frequentou o antigo Colégio Moderno dos Estivadores. Seu envolvimento com o ativismo começou na cidade, por meio da ONG Casa de Cultura da Mulher Negra e do projeto Educafro, que oferece cursinhos pré-vestibulares comunitários.

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A guia turística Augusta França, 66 anos, que acompanhou a visita, conheceu Djamila ainda nos tempos de voluntariado em Santos. Para ela, a presença da ativista fortalece as iniciativas já desenvolvidas no município. “O olhar da Djamila é muito importante para o trabalho que está sendo realizado em Santos”, afirmou.

Saiba mais sobre a Casa da Mulher

A Casa da Mulher de Santos é resultado de uma parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e a sociedade civil. O espaço funciona como centro de acolhimento, proteção e capacitação, oferecendo serviços de assistência jurídica, psicológica e social às mulheres. Desde a inauguração, já foram realizados diversos cursos gratuitos nas áreas de beleza, oratória, panificação e empreendedorismo.

O local também atua na prevenção à violência de gênero e na promoção da autonomia financeira feminina, reforçando o compromisso do município com políticas públicas voltadas às mulheres.