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Dia da Consciência Negra: Zumbi é enaltecido na Praça Palmares

O maior símbolo da resistência à escravatura foi homenageado nesta terça-feira (20), Dia da Consciência Negra.

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20 NOV 201216h28

Um verdadeiro louvor a Zumbi – o maior símbolo da resistência à escravatura – levou dezenas de pessoas à Praça Palmares, cruzamento da Avenida Siqueira Campos (Canal 4) com a Avenida Afonso Pena, no bairro do Macuco, na manhã desta terça-feira (20), no Dia da Consciência Negra.

No local, em frente ao busto de Zumbi dos Palmares, foi realizada uma solenidade envolvendo diversas comunidades, que abriram a Semana da Consciência Negra. O ponto forte do evento foi a deposição de flores no busto do homem e personagem histórico, que representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial.
 
Após a apresentação da banda da Polícia Militar – que executou os hinos de Santos e Nacional Brasileiro – foi entoado, pela primeira vez, o Hino à Negritude, tirando muitos aplausos dos participantes. Durante a festa, houve várias apresentações relacionadas à cultura afro-brasileira, entre elas de capoeira.
 
O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos resumiu o pensamento de todos os presentes: “hoje é comemorado o dia da igualdade, da luta pela liberdade e fraternidade entre as raças”. 
 
20 de novembro
 
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003 e escolhida porque, neste dia, no ano de 1695, morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, em combate, defendendo seu povo e sua comunidade.
 
Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
 
A criação da data serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país.
 
As comemorações tiveram início às 10h desta terça-feira (20) (Foto: Matheus Tagé/DL)
 
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
 
Zumbi
 
Líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas, Zumbi, embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. 
 
Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.
 
No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após uma batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife.
 
Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, rechaçado por Zumbi, que não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuam aprisionados.
 
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. 
 
O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
 
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
 
Zumbi é considerado um dos grandes líderes da história brasileira. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

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