Custeio do Mercado do Peixe é alvo de questionamento

Contas, como água, luz e coleta de lixo, são pagas pela Prefeitura. E permissionários pagam uma taxa anual

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25 ABR 201410h42

Um olhar mais atento da Câmara ao Mercado de Peixes, situado na Ponta da Praia. Mas não em sua infraestrutura, alvo de uma reforma iniciada no ano passado. Mas ao custo do equipamento aos cofres públicos.

O Legislativo começou ontem a indagar a forma de como foram concedidas as permissões dos boxes, mas se eles não podem dar algum tipo de contrapartida para o Município.
Dados apresentados pelo vereador Adilson Júnior (PT) surpreenderam os colegas de plenário, até os da base governista do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

O primeiro deles: cada permissionário paga só uma taxa de licença anual, de R$ 655,92. E os boxes não pagam água, energia elétrica ou coleta de lixo.
Ao pedir uma análise dos custos da Prefeitura com o Mercado de Peixes, Adilson mostrou alguns números oficiais, como o custo de água no ano passado, de R$ 827.566,27 (ou R$ 51.722,90 por box).

O maior gasto da Administração Municipal com o local, considerado uma atração turística, é com a coleta de resíduos. Em 2013, a conta chegou a R$ 132.896,50, ou R$ 8.304,04 por box.

 Reforma feita no ano passado no equipamento custou R$ 827.566,27 (Foto: Matheus Tagé/DL)

O vereador petista não colocou na ponta do lápis o quanto é gasto com a limpeza diária feita com caminhão e da varrição do entorno e, por outro, lado questionou se não é possível algum retorno dos permissionários à Prefeitura. “Não tem nada de benemerente lá. Se fosse algo para beneficiar a piscicultura ou algo do tipo, ok; mas não tem nada disso lá”.

O requerimento de Adilson Júnior foi elogiado pela base do prefeito.

Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), por exemplo, sugeriu que parte dos permissionários poderiam se deslocar até o Mercado Municipal.

Já Douglas Gonçalves (DEM) solicitou uma análise mais detalhada de como é dada a licença para os permissionários, enquanto Ademir Pestana (PSDB) pediu cautela, entendendo que uma mudança drástica pode ocasionar reajuste no preço final do pescado cobrado no equipamento.