Com paralisia infantil, moradora de Guarujá aguarda cadeira de rodas sob medida

Em contato com o DL, ela explica que processos burocráticos que envolvem também o Governo do Estado de São Paulo podem estar atrapalhando o andamento dessa requisição

Terezinha Gomes de Oliveira Nascimento (ou apenas Terezinha Oliveira), de 59 anos

Terezinha Gomes de Oliveira Nascimento (ou apenas Terezinha Oliveira), de 59 anos | Arquivo Pessoal

Terezinha Gomes de Oliveira Nascimento (ou apenas Terezinha Oliveira), de 59 anos, moradora do bairro Pae Cará, em Vicente de Carvalho, Guarujá, tem paralisia infantil e, segundo ela, aguarda desde 2020 por uma cadeira de rodas normal e outra motorizada (ambas sob medida). Em contato com o DL, ela explica que processos burocráticos que envolvem também o Governo do Estado de São Paulo podem estar atrapalhando o andamento dessa requisição, e reforça que precisa dos equipamentos por conta de complicações em seus pés.

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Terezinha Oliveira já esteve nas páginas do DL no final do ano passado quando, em meio à chuvas fortes que caíram na Região, esbanjou bom humor fazendo o clássico “Cantando na Chuva”, de Gene Kelly. Se você quer rever essa matéria, clique aqui. Todavia, hoje, o assunto é mais sério.

“Preciso dessas cadeiras de roda sob medida. Meus pés estão com deformidades e estou aguardando por elas desde 2020”, conta.

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Ela explica que foi até o Centro de Recuperação e Fisioterapia de Vicente de Carvalho, que fica na Avenida São João, 155. Lá, após avaliação, foi constatado que precisaria de 02 cadeiras de rodas: uma normal e uma motorizada; ambas personalizadas com suas medidas. Porém, como a demanda depende também do Governo do Estado, ela precisou levar toda a sua documentação e encaminhamento até o Centro Especializado de Reabilitação (CER) Regional, localizado em Santos e que funciona como uma referência regional para casos complexos (como o dela).

“Tudo foi entregue lá. Certinho. Não faltou nada e ficaram de me ligar para marcar as medições das minhas cadeiras, isso desde 2020. Outros cadeirantes com pedidos após o meu já recebram as suas e eu continuo para trás”, lamenta Terezinha.

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Procurado, o CER de Santos informou que não fornece esse tipo de equipamento (como a cadeira de rodas) por conta própria, e que caberia à Prefeitura de Guarujá disponibilizá-lo. 

Já a Prefeitura de Guarujá disse que toda a demanda encaminhada ao CER de Santos depende deles para ter continuidade, e que ambos os municípios estão aguardando recursos estaduais para fornecerem esses equipamentos.

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A Reportagem também conversou com o Governo do Estado de São Paulo, que disse não haver nenhum pedido de cadeiras de rodas em nome da paciente citada, além de não terem pendências dele (Estado) com a citada.

Confira abaixo, na íntegra, as respostas das Prefeituras e do Governo do Estado.

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PREFEITURA DE SANTOS

O setor de reabilitação de Santos é Referência regional para Bertioga, Cubatão , Guarujá e Área Insular de São Vicente, mas a Prefeitura de Santos não fornece próteses/órteses ou equipamentos. Atende  pacientes destas cidades, mas cabe a cada prefeitura fornecer os equipamentos/próteses de seus pacientes.

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GOVERNO DO ESTADO DE SP

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que não constam pendências de caráter estadual em nome da paciente T.G.O.N. na Rede Lucy Montoro de Santos. A SES reforça ainda que não há registros em nome da paciente para o recebimento das cadeiras de rodas.

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A pasta estadual reitera que a entrega de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção (OPM) aos pacientes é uma ação tripartite, sendo de responsabilidade do Ministério da Saúde (MS), Estados e municípios.

PREFEITURA DE GUARUJÁ

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A Prefeitura de Guarujá informa que os pacientes com maior grau de complexidade, como é o caso da paciente citada, são encaminhados para os Centros Especializados de Reabilitação (CER) Regional, do Governo do Estado. O CER que Guarujá é referenciado fica no município de Santos. A paciente em questão foi encaminhada para o CER e o tratamento e o desdobramento necessários sobre o caso ficam a critério deste órgão. 

O CER de Santos e a Prefeitura de Guarujá aguardam a liberação de recursos estaduais para o fornecimento do equipamento.

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Enquanto isso, Terezinha de Oliveira ainda aguarda por suas cadeiras de rodas e diz lamentar a demora.

“Alguém precisa resolver meu problema. Santos, Guarujá, Governo de São Paulo ou os três juntos, mas isso precisa de uma solução. Não aguento mais esperar”, finaliza.