Cetesb analisará água de escola de Cubatão após denúncia

Os testes serão feitos após pedido do vereador Ademário da Silva Oliveira (PSDB), que visitou a unidade de ensino depois de receber denúncias de que a água do local estaria contaminada

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06 MAR 201511h19

A agência regional da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) recolheu amostras de água da caixa que abastece a Unidade Municipal de Ensino Ulysses Guimarães e a Unidade Básica de Saúde da Vila Natal, na última quarta-feira, para análise. Os testes serão feitos após pedido do vereador Ademário da Silva Oliveira (PSDB), que visitou a unidade de ensino depois de receber denúncias de que a água do local estaria contaminada. O prazo para o resultado da análise é de 15 dias.

Ademário visitou a UBS e a escola na última semana, depois de receber denúncias de que a água estava imprópria para consumo. “Funcionários nos relataram que, ao abrir a torneira da escola, saíam penas de pombo”, disse.

O vereador recebeu a informação, na escola, de que já havia sido realizada uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação, no início de fevereiro, para tratar do problema. “Fui informado de que fora feita uma limpeza. Subi até o alto da caixa e constatei que ela estava tampada e em ordem. Antes, segundo as funcionárias, não havia tampa na caixa de água”, comentou. “Mas toda a água que estava ali antes da limpeza foi mantida. E não há garantias até então de que ela esteja apta para o consumo”, ressaltou. A UME Ulysses Guimarães conta com cerca de 700 alunos.

 “Não há garantias de que ela (água) esteja apta para o consumo”, afirmou Ademário (Foto: Matheus Tagé/DL)

Segundo o vereador, devido à urgência do caso, ele foi pessoalmente até o diretor regional da Cetesb e explanou a necessidade de um teste. “A amostra foi colhida e a análise será feita de forma rápida. Temos de ter certeza de que nossos munícipes estão tomando água potável, sem se expor a nenhum tipo de risco”, disse.

Comprando água

Na UBS, os funcionários fazem um rateio diário para a compra de galões de água. “Eles temem ingerir água contaminada. E os pacientes da UBS ficam com sede ou correm o risco de tomar água contaminada”, disse Ademário.