Cansei de ser básica: esmalte que foi febre em 2010 volta para enterrar a estética ‘clean girl’

A nova fórmula usa tecnologia ultrafina para garantir brilho arco-íris futurista

Mãos com unhas pintadas com esmalte holográfico (tridimensional)

Os esmaltes holográficos voltaram a ganhar espaço nas tendências de beleza após a fase minimalista da estética clean girl/Imagem gerada por IA

Depois de meses dominados pela estética clean girl, que ditou a moda puramente neutra, o universo fashion decidiu virar a página para uma tendência criativa. O minimalismo extremo começou a cansar pela repetição, abrindo espaço para o retorno triunfal dos esmaltes holográficos.

Esse fenômeno vibrante é o reflexo de um cansaço coletivo da busca pela perfeição natural e “sem esforço”. Os tons translúcidos e as bases nude, que dominaram as mãos nos últimos anos, agora dão lugar ao efeito tridimensional.

Os esmaltes holográfico ficaram famosos no início dos anos 2010, quando a Geração Z não economiza nas cores new wavy. Além disso, chamaram a atenção dos jovens do Tumblr por refletirem as cores do arco-íris e mudarem de tom dependendo do ângulo da luz.

Melhores cores para a tendência

Para quem quer se jogar na tendência nesta temporada, o mercado já elegeu os seus grandes favoritos. Os tons prateados, lilases e azulados lideram a procura nos salões por serem os que entregam os reflexos mais intensos.

No entanto, a moda preza pela versatilidade, o que significa que você não precisa cobrir as mãos inteiras com um brilho avassalador se não quiser. Quem prefere um visual mais delicado está apostando em fundos rosados ou dourados.

A grande sacada é usar o efeito de formas variadas. Muitas mulheres estão inovando com francesinhas repaginadas, onde apenas a pontinha da unha ganha o brilho prisma. Outras ainda aplicam detalhes geométricos reluzentes sobre uma base de esmalte totalmente fosco.

Além disso, outra técnica que caiu na graça são os degradês discretos, que concentram as partículas holográficas perto das cutículas ou em direção às pontas.

Nostalgia dos anos 2010 com tecnologia de ponta

A febre holográfica não surgiu do nada, e pega carona na enorme onda nostálgica que resgatou estéticas marcantes dos anos 2000 e 2010. Um dos exemplos disso foi o retorno do gloss labial ultraespelhado, dos delineadores coloridos e das sombras metalizadas.

Mas se você usou o esmalte holográfico há pouco mais de uma década, vai notar uma diferença brutal ao passar as versões atuais. As fórmulas de 2026 utilizam partículas refletoras ultrafinas e tecnológicas.

Diferente do acabamento áspero ou granulado do passado, os novos esmaltes garantem cobertura uniforme, de toque liso e um efeito de prisma infinitamente mais potente.

Quanto custa essa “urgência fashion”?

Para quem ficou empolgada com a volta dessa tendência, o Diário do Litoral traz uma boa notícia! O mercado brasileiro está recheado de esmaltes holográficos para todos os bolsos, variando de R$ 12 nas linhas populares a mais de R$ 80 nas versões premium.

Se quiser um efeito clássico sem gastar muito, a Hits é a grande pioneira nacional. A famosa linha “No Olimpo”, conhecida pelo acabamento que reflete o arco-íris sob o sol, custa entre R$ 20 e R$ 35. Outra opção é a coleção Disco Ball, da Impala, que traz glitter holográfico em base transparente por valores entre R$ 12 e R$ 20.

Caso tenha unhas sensíveis, marcas como Marchetti e Maria Pomposa oferecem opções veganas e fórmulas 15 free (livres de componentes alérgicos) com preços entre R$ 20 e R$ 50.

Já no topo do pódio do alto padrão estão os esmaltes indie (artesanais). A marca brasileira By Vanessa Molina virou febre ao usar pigmentos importados e fórmulas tecnológicas que criam efeitos holográficos e magnéticos ultraprofundos. Os frascos dessas coleções exclusivas custam entre R$ 45 e R$ 79,90, consolidando o brilho tridimensional como o novo luxo da temporada.