Calçadas estreitas colocam pedestres em risco na Avenida Martins Fontes, em Santos

As popularmente conhecidas como 'finas' - quando existe possibilidade de colisão por conta da distância de alguns centímetros entre um caminhão ou ônibus e os pedestres - já viraram rotina

Um susto atrás do outro. E não tem idade para passar perigo. Crianças, jovens e idosos se arriscam todos os dias, em vários horários, ao transitar pelas calçadas estreitas dois lados da Avenida Martins Fontes, em Santos. O fluxo maior ocorre no sentido entrada da Cidade, depois do Viaduto Prefeito Paulo Gomes Barbosa.

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Em grande parte da via, não há opção numa calçada que não chega a 1,5 metro de largura. De um lado, uma via expressa, com grande fluxo de veículos e, do outro, um matagal que beira o morro. No meio das calçadas ainda há postes de iluminação que permitem passagem apenas de uma pessoa por vez. É comum as mais apressadas saltarem para a pista para ultrapassar as outras à frente. No sentido oposto não é muito diferente.

Durante a semana, dezenas de mães levam os filhos às escolas próximas e, inevitavelmente, correm riscos desnecessários com as crianças. As popularmente conhecidas como “finas” – quando existe possibilidade de colisão por conta da distância de alguns poucos centímetros entre um caminhão ou ônibus e as crianças e idosos – já viraram rotina. Trabalhadores também se arriscam.

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A cada dia, uma tragédia anunciada. Só há muro de proteção em frente à Unidade Municipal de Ensino Maria Patrícia, no número 225 da avenida. “Em dias de chuva é pior. A pista fica escorregadia e os carros não reduzem a velocidade. Quando fizeram o viaduto, que não acabou com as enchentes, deveriam também separar uma verba para investir em segurança. Afinal, se a ideia foi melhorar o fluxo de veículos, garantir a segurança dos pedestres teria que ser prioridade”, desabafa Maria de Lourdes Santos, que todos os dias circula pelas estreitas calçadas da via.

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A dona de casa refere-se ao Viaduto Prefeito Paulo Gomes Barbosa, em que pensou-se em iluminação colorida e especial, homenagem ao Santos Futebol Clube, pedras para evitar que pessoas em situação de rua se abriguem sob ele gerando até manifestações e acusação de eugenia municipal.

Ela gostaria de muretas de proteção e segurança da principal avenida de acesso a ele, para garantir que ninguém seja surpreendido por um carro, ônibus ou caminhão descontrolado, nos poucos quilômetros de calçadas pós-equipamento.

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Pensou-se, inclusive, que a obra iria melhorar a drenagem do bairro Saboó e seu entorno, visando eliminar um dos principais gargalos que causam enchentes nessa região, o que também acabou não ocorrendo, necessitando de obras auxiliares.

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O estudante Vinícius de Almeida costuma percorrer o caminho para ir trabalhar e estudar. “Já vi situações complicadas aqui na avenida. Não sei como ainda não ocorreu uma tragédia envolvendo criança. Os ônibus passam raspando”.

Recentemente, o motorista de um carro perdeu o controle ao tentar fazer uma ultrapassagem com pista escorregadia no sentido Cubatão. Uma mulher de 59 anos foi atropelada, sofreu traumatismo craniano, além de múltiplas fraturas e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa. A vítima do acidente era moradora do Morro da Penha. O caso foi registrado no 1° DP de Santos.

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PREFEITURA.

A Prefeitura explica que o programa Nova Entrada de Santos contou com a execução de 22.920,49 metros de passeios no Padrão Calçada Para Todos, que engloba conceitos e práticas de acessibilidade atrelados às normas e legislações vigentes, dentro do qual a Avenida Martins Fontes foi contemplada com as melhorias.

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O local citado pela reportagem trata-se de trecho viário específico, entre um maciço rochoso, lateral da Avenida Martins Fontes e empresa de retroporto e posto de gasolina, quase próximo da Praça Elos Clube, que demandará mais investimento para desmonte e contenção, no caso de alargamento para o lado do morro.

A Coordenadoria de Paisagismo da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) realiza a roçada regularmente e a vegetação não pode – e nem deve – ser removida para evitar escorregamentos e deslizamentos de solo.