Brasileiros estão mais seguros em comprar pela internet, mostra pesquisa

93% dos entrevistados, ou nove entre dez consumidores, estão satisfeitos com esse tipo de consumo

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03 FEV 201518h20

A pesquisa Consumo Virtual no Brasil, divulgada hoje (3) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que o brasileiro está mais seguro em relação às compras pela internet. De acordo com a pesquisa, feita entre os dias 5 e 8 de janeiro com 678 pessoas das 27 capitais que usaram sites de vendas no ano passado,  93% dos entrevistados, ou nove entre dez consumidores, estão satisfeitos com esse tipo de consumo.

A sondagem revela que 93% dos consultados fazem compras pela internet há mais de três anos. Eles também buscam fornecedores que sejam consagrados no mercado. “Quarenta e nove por cento escolhem o site porque procuram marcas conhecidas. Os clientes já sabem usar sites de comparação e se pautam pelos sites de reclamação. Com isso, a gente vê que o consumidor já busca elementos para tomar decisões mais  informadas. E isso acaba dando confiança”,  disse o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges.

Os compradores mais assíduos sãos os mais escolarizados - 41% têm pós-graduação, estão na faixa de 35 anos a 49 anos  e  pertencem às classes sociais A e B (34%).  Segundo Borges, isso mostra uma questão já esperada, que é a inserção mais tardia das classes C, D e E nesse tipo de comércio. Por  outro lado, comprova a maior disponibilidade de crédito e acesso aos meios de pagamento das classes A e B. Apesar disso, ele destacou que a participação das classes C, D e E já é significativa no total de compradores (52%) e tende a crescer. Dois em cada dez consumidores fizeram sua primeira compra virtual nos dois últimos anos e desses há um  percentual maior de pessoas das classes C, D e E, “o que confirma a inserção tardia desses clientes”, explicou Borges.

Comodidade de comprar sem precisar sair de casa foi a principal vantagem listada por 74% dos consultados, além de preço considerado  mais baixo do que nas lojas físicas (50%). “A gente vê que grande parte das vantagens – economia de tempo, facilidade na comparação com concorrentes, está relacionada com economia”. Mesmo que não compre pela internet, o cliente pode usar essa comparação para barganhar um preço mais baixo na loja física. “Ele acaba economizando dinheiro de um jeito ou de outro”.

Brasileiros estão mais seguros em comprar pela internet (Foto: Divulgação)

Entre as desvantagens,  68% citaram não poder levar o produto na hora da compra, outros 68% reclamaram não poder experimentar, 37% alegaram não poder ver, tocar nem cheirar o produto e 23% indicaram o prazo de entrega demorado. A falta de segurança de não receber o produto ou  ser lesado por algum tipo de falsificação foi apresentada por 6% dos consumidores.  Frete grátis (23%) e indicações de amigos e parentes (22%) são fatores considerados para a escolha do site de vendas.

Os itens mais comprados pela internet no ano passado pelos brasileiros foram eletrônicos (61%), livros (47%), calçados (44%), roupas (42%) e eletrodomésticos (36%). Em contrapartida, os internautas disseram que jamais comprariam pelo sistema virtual seguros (25%), artigos para animais (19%), calçados (17%), roupas (16%) e comida pronta (15%).  A rejeição por calçados e vestuário é explicada pelo fato de não poder experimentar ou por receio em caso de troca.

O acesso à internet para o consumo é feito ainda predominantemente por computador (desktop) (44%) ou por notebook (32%). Entretanto, o uso de meios móveis é crescente, com o smartphone chegando a 20%. O cartão de crédito é apontado como principal meio de pagamento em compras virtuais por 78% dos entrevistados, sendo que o percentual sobe para 83% entre os mais escolarizados. Em seguida, aparece o boleto bancário (54%). Em ternos de gênero, a pesquisa não mostra divisão acentuada. “Está meio a meio”. Flávio Borges disse, porém, que quando se olha os dados de pessoas que entraram mais recentemente nesse mercado, “a gente vê que há mais mulheres do que homens: 17% das mulheres passaram a usar a internet entre um e cinco anos, enquanto 12% dos homens  entraram mais recentemente. Existe uma entrada maior feminina, embora essa entrada das mulheres no mundo virtual seja também mais tardia”, disse.

A pesquisa mapeou  22 produtos mais consumidos e constatou que os livros são os itens preferidos  para aquisição nos próximos seis meses, com 52% do total, seguidos de eletrodomésticos (47%), passagens de avião, ônibus, trem ou navio (47%), reservas em hotéis ou pousadas (41%) e ingressos (40%).

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