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Cotidiano

Baixada Santista ainda está 'dividida' sobre a festa de fim de ano

Algumas cidades deverão ter queima de fogos, enquanto outras ainda aguardam definições de números da pandemia

Santos tem atualmente a segunda maior celebração deste tipo do país / Divulgação/PMS

A cidade de Santos não terá a tradicional queima de fogos neste fim de ano. A informação foi revelada pelo prefeito Rogério Santos (PSDB) em entrevista à CNN Brasil. Guarujá também confirmou ontem que não fará a queima de fogos. Já os municípios vizinhos confirmam que estudam a possibilidade de contar com a tradição e outros afirmam que deverão esperar mais algumas semanas para anunciar como será o Réveillon.

Com este anúncio, as cidades de Santos e Guarujá chegarão ao segundo ano consecutivo, desde o início da pandemia de Covid-19, sem queima de fogos, uma das maiores tradições das cidades.

Santos tem atualmente a segunda maior celebração deste tipo do país, atrás apenas do Réveillon carioca. Apesar disso, Rogério Santos explica que os eventos controláveis, ou seja, em ambientes fechados, deverão ser mantidos normalmente.

"Nós estamos aí na decisão de manter os eventos controláveis, ou seja, aqueles que tem portaria, aqueles que têm ingresso aonde as pessoas podem apresentar sua carteira de vacinação, em planejamentos possíveis de serem realizados. Os eventos não controláveis [não], como a queima de fogos, uma vez que a cidade de Santos, por exemplo, tem a segunda maior do País, só perde para o Rio de Janeiro, com 7 km de praia com balsas, os fogos, e mais de um milhão e meio de pessoas na faixa de areia. É aglomeração, não é um evento controlado, é um evento aberto e nós decidimos não fazer esse ano porque sabemos que a pandemia tem uma característica bem peculiar, ela é imprevisível", afirmou.

O chefe do Executivo santista salientou, ainda, que o cenário enfrentado pela saúde pública no município neste começo de segunda quinzena de outubro é similar a aquele que era visto no mesmo período do ano passado e o que se presenciou nas semanas seguintes ao Réveillon de 2020 foi aumento do número de casos e óbitos por Covid-19.

"Ano passado, no fim do ano, estávamos passando por um momento de declínio da pandemia, números razoáveis, números bons como estamos agora e o que tivemos no início do ano foi uma retomada, uma segunda, terceira onda, variantes surgindo e, portanto, ainda vamos aguardar mais cautela para que no outro ano, aí sim, nós vamos fazer de maneira mais segura", afirmou Rogério.

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Mesmo com a vacinação avançada, Rogério explica que o risco de se retomar a queima de fogos de artifício é muito grande uma vez que novas variantes do coronavírus seguem surgindo e as últimas delas se provaram mais transmissíveis que as anteriores.

"A Baixada Santista tem 60% da sua população vacinada em segunda dose e aqui em Santos, melhor ainda, 69%. Isso representa 88% da população adulta já vacinada em segunda dose. São números que nos deixam com certa tranquilidade. Ocupação de UTI abaixo dos 20%, número de óbitos nos últimos dias, zero, mas é preocupante, a pandemia e suas variantes são coisas que a gente não consegue controlar".

"Nos eventos fechados nós teremos o critério de percentual de ocupação que será colocado no momento mais próximo e a máscara até o fim do ano, até o dia 31 de dezembro, ela é obrigatória. A cidade de Santos foi uma das primeiras cidades a, inclusive, criar multa para quem não usa máscaras dentro de espaços comerciais e também dentro de espaços públicos. Então até o fim do ano o uso de máscara obrigatório segue obrigatório, álcool gel, distanciamento e eventos só aqueles controlados".

VIZINHANÇA.

Após reunião realizada na tarde desta segunda-feira (18), a Prefeitura de Guarujá decidiu pela não realização da tradicional queima de fogos da virada do ano na orla da Cidade. A medida tem caráter preventivo, com o intuito de desestimular eventos capazes de gerar grandes aglomerações. Já em relação a eventos fechados, a Administração Municipal cogita autorizar a liberação, desde que sejam seguidos rígidos protocolos sanitários.

O Diário do Litoral entrou em contato com as outras oito prefeituras da Baixada Santista para saber se as Administrações já decidiram sobre as festas de fim de ano. Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que estes assuntos ainda não estão definidos e salientou que a Administração Municipal acompanha o cenário da pandemia, seguindo as diretrizes das autoridades em Saúde.

"O foco, neste momento, é vacinar o máximo de vicentinos e, dessa forma, proteger a população. Tão logo o assunto tenha uma definição, os veículos de imprensa serão comunicados".

Mongaguá explicou que segue estudando o assunto, mas ainda não há uma deliberação a respeito.

A Secretaria Municipal de Cultura de Cubatão informou que há previsão para realização de evento natalino com instalação de iluminação e chegada do Papai Noel, além de queima de fogos no Réveillon, e está se preparando para isso adiantando os trâmites burocráticos sobre editais e formato de contratações. Contudo, ainda não há uma definição sobre datas, pois será necessário, mais à frente, avaliar as condições sanitárias do município em relação à pandemia.

A prefeitura de Itanhaém, por meio da secretaria de Turismo, afirmou que se encontra em fase de planejamento das ações natalinas, final de ano e carnaval. A preparação está sendo pautada pela necessidade de acompanhamento da evolução vacinal contra o Covid-19 para que as atividades realizadas atendam as precauções sanitárias relacionadas à pandemia. Além do planejamento municipal, está prevista a realização em breve de uma reunião entre os municípios da região através do Condesb para um debate regional sobre o tema.

A Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura de Bertioga informa que Bertioga realizará de 13 de novembro a 18 de dezembro, a quarta edição do "Bertioga Cidade Natal". A programação terá diversas atrações, como apresentações musicais e de ballet, show de luzes, paradas de natal, além de feira de artesanato de artigos natalinos. Diversos pontos da cidade também ganharão decoração e iluminação especial de natal. A pasta destaca, ainda, que haverá Réveillon com show na Praia da Enseada, sem queima de fogos. A programação deve ser divulgada em breve. Quanto aos eventos em locais fechados, as medidas e protocolos estão sendo definidos pela Administração Municipal.

Já o secretário municipal de Turismo, Cultura e Esportes de Peruíbe, Edilson Almeida, afirmou que a cidade está em negociação. "Estamos licitando e acreditamos que será possível realizar o evento, considerando que a região está com um número de vacinados bem significativo".

A Prefeitura de Praia Grande informa que está estudando a realização da queima de fogos no réveillon, assim como outros possíveis eventos e atividades natalinas e de verão, mas ainda não existe nenhum tipo de definição.

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