Azul Linhas Aéreas mira passageiros da Baixada Santista e ABCD

O diretor de Distribuição e Alianças da Azul, Marcelo Bento, conversou com a Reportagem do Diário do Litoral

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22 SET 2018Por Glauco Braga08h40
Marcelo Bento é o diretor de Distribuição e Alianças da AzulMarcelo Bento é o diretor de Distribuição e Alianças da AzulFoto: Divulgação/Azul

Representantes da  Azul Linhas Aéreas estiveram em Guarujá, no dia 16, reunidos com integrantes da Prefeitura da cidade para discutir a participação da empresa no futuro aeroporto. O diretor de Distribuição e Alianças da Azul, Marcelo Bento, conversou com a Reportagem e disse que, caso se comprove o potencial do negócio, os  turboélices ATRs, com 70 lugares, podem ser substituídos pelos E-Jets, para 124 passageiros.    

Diário - Como foi a reunião realizada entre a Azul e a Prefeitura no dia 16 de setembro e por que foi num domingo?

Marcelo - A reunião teve o objetivo de reiterar o desejo da companhia em operar no aeroporto da região.

Diário - Em princípio, qual a estrutura a Azul pretende trazer para o aeroporto de Guarujá?

Marcelo - A companhia pretende iniciar suas operações na cidade como faz em todas as suas novas bases. Um time de tripulantes já treinado e eficiente para fazer com que a operação esteja dentro do nosso excelente padrão de serviço reconhecido mundialmente.

Diário - A ideia inicial é utilizar aviões turboélices com 70 lugares. Com o sucesso no negócio, essas aeronaves serão trocadas por outras maiores?

Marcelo - Os ATRs são as aeronaves ideais para a abertura de novos aeroportos. Os aviões são modernos e confortáveis e usamos esses equipamentos para a alimentação de nossos hubs e aeroportos com mais conectividades. Com o mercado local comprovando o seu potencial, podemos realizar a troca do turboélice pelos E-Jets.

Diário - Qual é a explicação para a primeira rota ser Guarujá-Rio?

Marcelo - O Rio de Janeiro é o maior mercado a partir de São Paulo. Pelo potencial turístico das duas regiões e também pelos negócios voltados ao petróleo e ao porto de Santos, há um tráfego de negócios muito importante entre a Baixada Santista e o Rio de Janeiro.

Diário - As rotas Minas Gerais e Curitiba servirão para distribuição de passageiros por todo o País? Qual a previsão de início?

Marcelo - O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte é o segundo maior hub da Azul. Hoje, ligamos a capital mineira com mais de 40 cidades, sendo duas delas internacionais: Buenos Aires, na Argentina, e Orlando, nos Estados Unidos. O mesmo acontece com o aeroporto de Curitiba. De lá, nossos clientes têm rápido acesso a diversas cidades do Sul do Brasil.

Diário - Qual o potencial que a empresa avalia que o novo aeroporto vai ter?

Marcelo - A Azul vê ótimo potencial no Aeroporto de Guarujá no atendimento a toda a Baixada Santista, dado ao ótimo desempenho econômico e turístico da região. Além disso, a proximidade do aeroporto com o ABCD paulista também torna o esse mercado atrativo para os Clientes dessas cidades.

Diário - Vocês teriam condições de operar aqui em quanto tempo?

Marcelo - A companhia aguarda o aeroporto estar apto e certificado pela Anac para receber voos regulares.