Atendimento médico à distância na Baixada

O objetivo da telemedicina é esclarecer diagnósticos e monitorar pacientes

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10 DEZ 201310h56

Uma rede de atendimento médico à distância será implantada nas nove cidades da Baixada Santista até março de 2014. O sistema será formado por 32 pontos de videoconferência para médicos que atuam em unidades afastadas dos centros urbanos. O objetivo é evitar o deslocamento desnecessário de pacientes para hospitais de referência da Capital.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Saúde, David Uip, a prefeitos e secretários de Saúde da Região, ontem, em seu gabinete, na Capital. A rede, que terá investimento de R$ 1 milhão para a compra de equipamentos e infraestrutura das salas de videoconferência, foi muito bem avaliada pelos chefes de Executivo e secretários. Na Baixada, um dos primeiros hospitais a receber um dos pontos de videoconferência será o Hospital Guilherme Álvaro, em Santos.

O serviço, chamado de telemedicina,  terá o auxílio com mais de 100 médicos da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) da secretaria estadual. Com a avaliação de cada caso médico, será decidida a necessidade, ou não, da transferência dos pacientes para hospitais de referência.

Pedidos dos prefeitos

Além de conhecer detalhes da rede de atendimento, os prefeitos e secretários aproveitaram o encontro para encaminhar pedidos a David Uip. O prefeito de São Vicente, Luis Cláudio Bili (PP),  pediu reforço de 40 leitos para o Hospital do Humaitá e mais 12 para o São José. “Nossa torcida é para que essa rede dê certo, porque o povo está gemendo nas filas”.

Anúncio foi feito pelo secretário estadual de Saúde, Davi Uip, a prefeitos e secretários (Foto: Luiz Torres/DL)

Já o prefeito de Mongaguá, Artur Parada Prócida (PSDB),  pediu o reforço de mais seis Unidades Básicas de Saúde da Família. Hoje, a cidade conta com seis equipamentos desses.

Prócida encaminhou ainda a solicitação de mais R$ 500 mil para a reforma do Centro Cirúrgico e R$ 1,7 milhão para terminar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “A obra da UPA foi paralisada no ano passado, porque o prefeito anterior encaminhou pedido errado”, comentou, referindo-se a Paulo Wiazowski Filho (DEM).

O chefe do Executivo de Bertioga, Mauro Orlandini (DEM), gostaria de um reforço no atendimento  médico em toda a região, durante a temporada, porque o número de pessoas na  Baixada Santista chega a triplicar durante o verão. “O David Uip está no caminho correto, vendo o perfil da rede em cada cidade. Ele tem uma visão holística do setor”.

A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), comemorou o anúncio feito por David Uip, na última sexta-feira, de que o Hospital Santo Amaro será referência para a Região.

O secretário de Saúde de Santos, Marcos Calvo, afirmou que viu a rede “com bons olhos” e citou a necessidade de desconcentrar os atendimentos em Santos, que recebe pacientes de outras cidades da Baixada.