Área de terreno irregular deve ir para Unisanta

Câmara de Santos aprova, em primeira discussão, projeto de alienação de terreno situado no Boqueirão. Matéria deverá retornar ao plenário na sessão de quinta-feira

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25 MAR 201410h27

A Câmara de Santos aprovou ontem, em primeira discussão, a alienação de um terreno irregular (nesga) de aproximadamente 28 metros quadrados, no Boqueirão, ao custo de R$ 38 mil. A principal interessada na compra da área, que faz frente para a Avenida Siqueira Campos (Canal 4) e Rua Lobo Viana, é a Universidade Santa Cecília (Unisanta), detentora de boa parte daquele quarteirão.

O projeto é do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) e deve retornar ao plenário, para segunda e última votação, na sessão de quinta-feira. Esta é a segunda tentativa de repassar o espaço, irregular, à universidade. Na primeira, no Governo João Paulo Tavares Papa (PMDB), resultaria no pagamento de R$ 13 mil aos cofres públicos mas, em razão das contestações em plenário, a matéria acabou sendo retirada.

O projeto foi aprovado em votação simbólica, sem o registro nominal dos votos. O vereador Adilson Júnior (PT), porém, fez questão de ressaltar que a bancada de seu partido iria votar favoravelmente ao projeto por entender que a metodologia usada na avaliação do projeto estavaa correta.

A análise da matéria registrou um momento de tensão quando Benedito Furtado (PSB) questionou o valor do metro quadrado calculado na alienação: cerca de R$ 1 mil em uma área nobre como o Boqueirão. “Esse foi o mesmo perito que avaliou a compra da refinaria em Pasadena (EUA) pela Petrobras”, ironizou.
A brincadeira do socialista foi repudiada pelos vereadores José Lascane (PSDB) e Murilo Barletta (PR).

 Terreno vai beneficiar universidade (Foto: Reprodução)

Lascane, inicialmente, lembrou que a área hoje não tem qualquer serventia para a Prefeitura, depois ressaltou a seriedade do perito, o engenheiro Osvaldo Vitali, “que presta serviços desde os governos do PT”.

Barletta rechaçou qualquer ilação com o trabalho desenvolvido pelo perito. “É um homem íntegro e competente. Não cabe esse tipo de ilação”.

Conservação

O vereador Manoel Constantino (PMDB) afirmou que, atualmente, a área só gera custo para a Administração Municipal, que tem de cuidar de sua conservação.