Anvisa proíbe a venda e consumo de três marcas importantes de azeite; confira

A decisão, que tem caráter preventivo e visa à proteção da saúde pública, determinou a retirada de todos os lotes dos produtos do mercado

De acordo com a Anvisa, a proibição se deve a uma série de irregularidades constatadas

De acordo com a Anvisa, a proibição se deve a uma série de irregularidades constatadas | Rosalerosa/Freepik

Na última sexta-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição imediata da comercialização de três marcas populares de azeite de oliva no Brasil. 

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A decisão, que tem caráter preventivo e visa à proteção da saúde pública, determinou a retirada de todos os lotes dos produtos do mercado.

De acordo com a Anvisa, a proibição se deve a uma série de irregularidades constatadas nas marcas Serrano, Málaga e Campo Ourique. Os lotes analisados apresentaram falhas graves, como CNPJ encerrado ou inexistente, inconsistências cadastrais, resultados laboratoriais insatisfatórios e origem desconhecida dos produtos. 

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Diante desses fatores, os itens foram classificados como impróprios para o consumo humano.

A nota oficial divulgada pela agência reguladora é clara: “Os consumidores não devem utilizar esses produtos. Como se trata de alimentos com origem desconhecida, não é possível ter nenhuma garantia da qualidade e da própria composição dos produtos”. 

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Além do azeite, a Anvisa também proibiu a venda de três marcas de ‘pó para preparo de bebida sabor café’.

Com isso, as marcas ficam proibidas de serem vendidas, distribuídas, fabricadas, importadas ou divulgadas em território nacional.

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Os azeites envolvidos na proibição são: 

  • O azeite de oliva da marca SERRANO, importado pela empresa Intralogística Distribuidora Concept Ltda (CNPJ: 72.726.474/0002-07); 
  • O azeite de oliva extravirgem MÁLAGA, da empresa Cunha Importação e Exportação Ltda (CNPJ: 34.365.877/0001-06); 
  • O azeite de oliva extravirgem CAMPO OURIQUE, importado pela JJ – Comercial de Alimentos Ltda (CNPJ: 37.815.395/0001-90).

Ministério da Agricultura e Pecuária

Além da ação da Anvisa, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também emitiu um alerta no mesmo dia sobre os riscos relacionados à ingestão de azeites fraudulentos. 

O Mapa identificou, por meio de análises laboratoriais, a presença de óleos vegetais misturados ao azeite, o que configura adulteração do produto.

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O laboratório responsável pelas análises foi o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, que detectou a fraude em oito marcas diferentes, incluindo algumas já desclassificadas anteriormente. 

xxO Mapa identificou a presença de óleos vegetais misturados ao azeite / Mapa/Divulgação

A mistura de óleos vegetais em azeite extravirgem representa um risco à saúde do consumidor, além de constituir crime contra as relações de consumo.

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As autoridades determinaram o recolhimento imediato dos lotes considerados irregulares. O objetivo é impedir que produtos com composição adulterada continuem circulando no mercado, podendo causar danos à saúde ou induzir o consumidor ao erro.

Essa não é a primeira vez que azeites são alvo de fiscalização rigorosa. Nos últimos anos, operações do Mapa e da Anvisa têm identificado práticas fraudulentas recorrentes no setor. 

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O consumidor deve redobrar a atenção na hora da compra, observando rótulos, origem do produto e se a marca consta em listas de produtos aprovados por órgãos oficiais.

A recomendação das autoridades é clara: os consumidores que tiverem em casa qualquer um dos azeites mencionados devem suspender imediatamente o uso e denunciar irregularidades aos canais de atendimento da Anvisa ou ao Procon local.