Agência da Caixa em Santos tem surto de Covid-19

São sete bancários, dois vigilantes e dois bombeiros, com mais três suspeitas

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12 JUN 2021Por Carlos Ratton08h00
Sindicato denuncia situação na CEF da Av. São FranciscoSindicato denuncia situação na CEF da Av. São FranciscoFoto: Nair Bueno/DL

A agência da Caixa Econômica Federal (CEF), localizada na Avenida São Francisco, 176, em Santos, tem surto de covid-19 entre os empregados, desde a semana passada. Foram contabilizados sete bancários, dois vigilantes e dois bombeiros contaminados; e mais três empregados com suspeita. Na última segunda-feira (7) a unidade passou por higienização. A informação é do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Segundo denúncias, no período, a Caixa não liberou exames para os empregados, que tiveram que fazer e pagar do próprio bolso. Apenas uma sanitização foi realizada e o local continuou atendendo a população como se nada tivesse acontecido.

"Os bancários da Caixa têm papel primordial no atendimento e pagamento de benefícios à população. Assim como os outros bancários, deveriam ser priorizados na vacinação. É uma categoria considerada essencial, mas não prioritária pelos governos Federal, Estadual e municipais", afirma Ricardo Saraiva Big, secretário do Sindicato.

O Sindicato dos Bancários está atento e tomará medidas cabíveis. "Desde janeiro, o nosso Sindicato enviou ao Ministério da Saúde pedido para priorização dos bancários da Baixada Santista. Em março, ganhou reforço com a solicitação da categoria nacionalmente e de alguns deputados federais", diz Eneida Koury, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Segundo a entidade sindical, desde o ano passado, o Sindicato vem fazendo uma campanha de prevenção para que os bancos adotem os protocolos firmados entre o comando nacional da categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em março de 2020.

Ainda conforme o Sindicato, a iniciativa culminou num avanço quando, em janeiro de 2021, foram protocolados ofícios em todas as prefeituras da Baixada Santista para inclusão dos bancários na prioridade da vacinação. E, agora, com uma proposta da Fenaban por um protocolo padronizado e unificado dos bancos nacionalmente.

Além disso, também foi enviado, em janeiro deste ano, o mesmo ofício ao Ministério da Saúde. Entretanto, a maioria das prefeituras não respondeu ao pedido. As que responderam disseram que seguem o calendário proposto pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, que também não tomou ciência das solicitações.

INCLUSÃO.

O movimento sindical nacional dos bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) solicitaram ao Ministério da Saúde inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19, seguindo os passos do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

"O governo não se sensibilizou com o reforço de pedidos do movimento sindical nacional, seguido pela Fenaban e deputados e a categoria segue exposta ao vírus. Não dá para entender que o governo a considera essencial, mas não prioritária na vacinação. Nossa luta sempre será incessante", finaliza Eneida.

Ontem (11), foi entregue novamente solicitação de priorização dos bancários ao atual Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em reunião com o Comando Nacional dos Bancários. A CEF não se manifestou até o fechamento da edição.

Confira nota oficial da Caixa:

A CAIXA valoriza a vida e o bem-estar de seus empregados e clientes e adota todas as medidas preventivas e sanitárias estabelecidas pelas autoridades competentes, priorizando a prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do Covid-19, além de contar com protocolo de prevenção referência no setor.

Informamos que os empregados da CAIXA contam com plano de saúde, abrangência nacional, bem como cobertura para realização do teste COVID-19 conforme regras da ANS.

Os empregados que apresentam teste positivo para o COVID-19 são imediatamente afastados e demais membros da equipe são monitorados.

As unidades da CAIXA seguem priorizando o atendimento dos serviços essenciais à sociedade, com fluxo de pessoas no interior das agências limitado, higienização intensificada e frequente.

Seguem algumas das medidas adotadas pelo banco:

• disponibilização de álcool gel para clientes e empregados;

• máscaras para todos os empregados, e proteção facial (faceshield) para os empregados que atuam no autoatendimento;

• proteção de acrílico nos guichês das agências, assim como nos balcões;

• demarcação do piso, para garantir o distanciamento social;

• contratação de vigilantes e recepcionistas para atuação fora da agência, para orientação e organização de filas;

• solução de teleorientação e telemedicina, ampliando os cuidados com a saúde dos empregados.