Cotidiano

Adeus a uma lenda: Morre Jim Whittaker, o primeiro americano a conquistar o Everest

Alpinista morreu de causas naturais em Port Townsend, Washington; sua escalada ao Everest, em 1963, teve forte impacto simbólico na Guerra Fria

Nathalia Alves

Publicado em 10/04/2026 às 12:50

Atualizado em 10/04/2026 às 12:52

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Guia de montanha, empresário e defensor ambiental, Whittaker deixa um legado que vai muito além do pico mais alto do planeta / Reprodução/Whittaker Family Collection

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O alpinista que colocou os Estados Unidos no topo do mundo se foi. Jim Whittaker, primeiro americano a alcançar o cume do Monte Everest, morreu aos 97 anos em sua casa em Port Townsend, no estado de Washington, conforme confirmou sua família.

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Segundo relatos divulgados pela imprensa, o esportista faleceu de causas naturais, associadas à idade avançada.

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A história de Whittaker se confunde com um dos capítulos mais emblemáticos do alpinismo mundial.

Foi em 1º de maio de 1963 que ele integrou a expedição americana que chegou ao topo da montanha mais alta do planeta, dez anos depois dos pioneiros Edmund Hillary e Tenzing Norgay, primeiros humanos a realizar a façanha.

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A conquista de Whittaker ocorreu em uma era em que o alpinismo de alta montanha ainda operava com recursos limitados.

Sem os avanços tecnológicos que hoje auxiliam expedições, como previsões meteorológicas precisas, equipamentos mais leves e eficientes e sistemas modernos de comunicação, escalar o Everest exigia lidar com um grau muito maior de incerteza e risco.

O feito é frequentemente associado a um espírito aventureiro, no qual experiência, resistência física e capacidade de enfrentar o desconhecido eram fatores determinantes para o sucesso.

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Legado além do cume

Ao longo da vida, Whittaker também atuou como guia de montanha, empresário e defensor da preservação ambiental.

Seu legado, no entanto, vai além do cume do Everest: ele ajudou a consolidar o alpinismo moderno e permanece como referência de coragem, disciplina e exploração em condições extremas.

Com a morte de Whittaker, encerra-se a trajetória de um dos grandes nomes do montanhismo mundial, mas sua história segue viva como inspiração para futuras gerações de aventureiros e amantes das altas montanhas.

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