A região da Baixada Santista soma R$ 168,87 milhões de prejuízo público em decorrência de danos causados por desastres naturais.
As informações foram compiladas a partir dos dados do Atlas Digital de Desastres Naturais, que leva em conta uma série de eventos registrados entre 1991 e 2024.
A análise do relatório considera as nove cidades que compõem o território da Baixada Santista: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Peruíbe, Santos e São Vicente.
A título de curiosidade, o setor privado da região já sofreu cerca de R$ 109,87 milhões em prejuízos financeiros. Já em relação aos danos materiais, a Baixada Santista acumulou perdas de R$ 401 milhões.
Cidades
Cubatão é o município que mais teve prejuízos públicos quando o assunto são desastres naturais. Ao todo, a “Rainha da Serra” acumulou R$ 127,8 milhões em perdas.
Em segundo lugar aparece Peruíbe, com R$ 35,72 milhões, enquanto o terceiro lugar fica com Guarujá, que registrou R$ 2,13 milhões.
O restante do ranking conta com São Vicente (R$ 1,36 milhão), Mongaguá (R$ 957,01 mil), Santos (R$ 849,22 mil) e Bertioga (R$ 53,43 mil), conforme os dados do Atlas Digital de Desastres Naturais.
Itanhaém e Praia Grande não tiveram nenhum prejuízo público registrado, de acordo com o levantamento.

Principais vilões
Em relação ao prejuízo público, os alagamentos dentro desse período foram a principal razão. Do montante, o problema que trava o trânsito e preocupa a população a cada chuva é responsável por 126,93 milhões, algo em torno de 75%.
As chuvas intensas ficaram com a medalha de prata, com 36,46 milhões (21,59%) e as enxurradas com R$4,27 milhões, totalizando 2,53 milhões.
Pensando no futuro
As prefeituras da Baixada Santista destacam que vêm intensificando ações de prevenção, monitoramento e resposta a desastres naturais, especialmente diante do aumento das instabilidades climáticas. De forma geral, os municípios atuam com planos estruturados da Defesa Civil, investimentos em drenagem urbana e iniciativas voltadas à redução de riscos.
Em Bertioga, o monitoramento meteorológico é permanente, com atuação preventiva em áreas vulneráveis. Já Cubatão aposta em ações estruturais e sociais, como a remoção de famílias de áreas de risco e projetos habitacionais.
Guarujá e Praia Grande operam com o Plano Preventivo de Defesa Civil, intensificando o monitoramento durante períodos de chuvas mais fortes. Guarujá também destaca a atuação dos Nupdecs, enquanto Praia Grande reforça a integração entre órgãos municipais.
No caso de Itanhaém e Mongaguá, o foco está em obras de infraestrutura e planejamento urbano. Itanhaém investiu mais de R$ 85 milhões em drenagem, enquanto Mongaguá aposta em ordenamento territorial e desassoreamento.
Santos e São Vicente apresentam ações mais amplas e de longo prazo. Santos se destaca por projetos de macrodrenagem e contenção de marés. Já São Vicente investe em drenagem e na elaboração de um plano completo de macro e microdrenagem.



