Receita trava mais de 27 mil declarações na Baixada Santista; saiba se você pode estar na lista

Cerca de 5% das declarações do Imposto de Renda entregues na região foram retidas pela Receita Federal para análise detalhada. Santos concentra o maior número de contribuintes na malha fina

Declaração do Imposto de Renda

Ao todo, foram registradas 27.184 declarações com pendências nas nove cidades da Baixada Santista (Reprodução)

Mais de 27 mil contribuintes da Baixada Santista tiveram suas declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 retidas na malha fiscal da Receita Federal.

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Ao todo, foram registradas 27.184 declarações com pendências nas nove cidades da região, número que representa aproximadamente 5% das 538.618 declarações efetivamente entregues neste ano.

Os dados revelam que milhares de moradores ainda precisam regularizar informações junto ao Fisco para evitar atrasos na restituição ou eventuais problemas futuros.

Apesar da preocupação que o termo “malha fina” costuma causar, especialistas destacam que a retenção não significa necessariamente fraude ou irregularidade grave. Isso mostra sim a necessidade de uma conferência mais aprofundada dos dados apresentados.

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Santos lidera os registros na região

Entre os municípios da Baixada Santista, Santos aparece com o maior número de declarações retidas. Foram 10.827 contribuintes incluídos na malha fiscal, o equivalente a 5,8% das 187.600 declarações entregues na cidade.

Na sequência aparecem Praia Grande, com 4.565 declarações retidas, São Vicente, com 4.422, e Guarujá, com 3.482 ocorrências. Cubatão registrou 1.360 casos, enquanto Itanhaém somou 923. Peruíbe teve 621 declarações retidas, Bertioga contabilizou 549 e Mongaguá fechou o levantamento com 435 contribuintes na malha fina.

Embora os números absolutos variem de acordo com a população de cada município, os percentuais de retenção permaneceram relativamente próximos em toda a região.

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De acordo com o especialista em tributação e contabilidade Mafrys Gomes, sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, a maior parte das retenções ocorre por inconsistências entre as informações declaradas pelo contribuinte e os dados recebidos pela Receita Federal por meio de empresas. Além disso, ocorre também em instituições financeiras, planos de saúde e prestadores de serviços.

Segundo ele, erros envolvendo informes de rendimentos, despesas médicas, inclusão de dependentes e outros dados cadastrais continuam entre os principais motivos. São eles que levam uma declaração à malha fiscal.

“É fundamental que o contribuinte preencha a declaração com atenção, conferindo os informes de rendimento, despesas médicas, dados dos dependentes e demais informações que precisam estar em conformidade com os registros apresentados por empresas, instituições financeiras e prestadores de serviços à Receita Federal. Além disso, pequenos erros ou informações incompletas podem levar à retenção da declaração”, explica.

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Ainda é possível regularizar a situação

Quem identificou algum equívoco após o envio da declaração pode corrigir os dados por meio da declaração retificadora. Isso é possível desde que ainda não exista um procedimento formal de fiscalização em andamento.

Mafrys Gomes ressalta que o contribuinte não deve ignorar a pendência. Afinal, a própria Receita disponibiliza ferramentas que permitem acompanhar o andamento da declaração e identificar exatamente o motivo da retenção.

“O contribuinte não deve ignorar a pendência. O acompanhamento da declaração nos canais da Receita Federal permite verificar o motivo da retenção e tomar as providências necessárias para evitar problemas futuros”, orienta.

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O acesso pode ser feito por meio dos canais digitais da Receita Federal. Nesses canais, é possível consultar o extrato da declaração e verificar eventuais divergências apontadas pelo órgão.

A Receita Federal reforça que a malha fiscal faz parte do processo de verificação das informações prestadas pelos contribuintes. Em muitos casos, a situação é resolvida apenas com a correção de dados ou a apresentação de documentos que comprovem as informações declaradas.

Por isso, especialistas recomendam guardar recibos, notas fiscais, comprovantes de rendimentos e demais documentos utilizados na declaração por pelo menos cinco anos. Durante esse período o contribuinte pode ser chamado a comprovar os dados informados.

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Com mais de 27 mil declarações retidas apenas na Baixada Santista, o levantamento serve de alerta para quem ainda aguarda restituição ou não consultou o status da declaração. Em muitos casos, uma simples inconsistência pode ser corrigida rapidamente. Assim, evita-se transtornos e garante-se a regularização da situação junto à Receita Federal.