O peixe é uma fonte essencial de proteínas e ômega-3, mas o metilmercúrio que o acompanha pode ser tóxico para o sistema nervoso / ImageFX
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A linha que liga vulcões e a queima de petróleo à sua cozinha é mais curta do que parece: o mercúrio. Esse metal, transformado em metilmercúrio por microrganismos, escala a cadeia alimentar até chegar ao seu prato. O que antes era uma preocupação de nicho, tornou-se um alerta real de segurança alimentar.
O peixe é uma fonte essencial de proteínas e ômega-3, mas o metilmercúrio que o acompanha pode ser tóxico para o sistema nervoso. A exposição excessiva pode causar:
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Prejuízo no desenvolvimento cerebral (em crianças e fetos).
Tremores e perda de memória.
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Disfunção cognitiva.
De acordo com diretrizes de segurança alimentar, existem quatro espécies que devem ser evitadas por grupos vulneráveis (grávidas, crianças e lactantes):
Peixe-espada
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Atum-rabilho (geralmente usado em sushis de alto padrão)
Tubarão (incluindo o popular Cação)
Lúcio
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Você já deve ter visto influenciadores recomendando escolher 'atum light' em vez do comum para evitar o mercúrio. A ciência é clara: isso não faz diferença real. Confiar nessas regras cria uma falsa sensação de segurança. O fator determinante não é o rótulo 'light', mas o tamanho e a espécie do peixe.
Para quem busca os benefícios do ômega-3 sem os riscos do metal pesado, a ciência aponta um caminho seguro. Em geral, os peixes menores e que não são predadores de topo de cadeia são os mais saudáveis.
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão (tanto do Atlântico quanto do Pacífico) e a Truta.
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Se você prefere frutos do mar, a boa notícia é que a grande maioria é segura: Camarão, Lula, Polvo, Mexilhão, Caranguejo, Ostra e Lagosta apresentam níveis mínimos de contaminação. Outras opções excelentes e nutritivas incluem a Anchova, o Arenque, a Cavala, o Carapau, a Dourada, o Linguado, o Robalo-europeu e a Pampa.
Embora o mercúrio seja um assunto sério, não é motivo para banir o peixe da dieta. O segredo está na variedade. Evite as espécies grandes e predadoras (os 4 vilões) e priorize os peixes menores para garantir os benefícios do ômega-3 com segurança.