Cotidiano

A cilada do mercúrio: Saiba quais são os 4 peixes para riscar da dieta e os que estão liberados

Ana Clara Durazzo

Publicado em 09/02/2026 às 11:45

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O peixe é uma fonte essencial de proteínas e ômega-3, mas o metilmercúrio que o acompanha pode ser tóxico para o sistema nervoso / ImageFX

Continua depois da publicidade

A linha que liga vulcões e a queima de petróleo à sua cozinha é mais curta do que parece: o mercúrio. Esse metal, transformado em metilmercúrio por microrganismos, escala a cadeia alimentar até chegar ao seu prato. O que antes era uma preocupação de nicho, tornou-se um alerta real de segurança alimentar.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Por que o mercúrio é um problema sério?

O peixe é uma fonte essencial de proteínas e ômega-3, mas o metilmercúrio que o acompanha pode ser tóxico para o sistema nervoso. A exposição excessiva pode causar:

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Peixe favorito do brasileiro tem coquetel de agrotóxicos e lado sombrio até chegar à mesa

• Peixe consumido diariamente por brasileiros pode ter vírus mortal e banimento é analisado

• Sardinha, robalo e mais seis espécies estão contaminadas por mercúrio em famoso ponto de pesca

  • Prejuízo no desenvolvimento cerebral (em crianças e fetos).

  • Tremores e perda de memória.

    Continua depois da publicidade

  • Disfunção cognitiva.

Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão  / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão  / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão  / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão  / ImageFX
Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão / ImageFX

Os 4 'Vilões': Espécies com alto teor de mercúrio

De acordo com diretrizes de segurança alimentar, existem quatro espécies que devem ser evitadas por grupos vulneráveis (grávidas, crianças e lactantes):

  1. Peixe-espada

    Continua depois da publicidade

  2. Atum-rabilho (geralmente usado em sushis de alto padrão)

  3. Tubarão (incluindo o popular Cação)

  4. Lúcio

    Continua depois da publicidade

'Light' funciona? A verdade sobre os mitos das redes sociais

Você já deve ter visto influenciadores recomendando escolher 'atum light' em vez do comum para evitar o mercúrio. A ciência é clara: isso não faz diferença real. Confiar nessas regras cria uma falsa sensação de segurança. O fator determinante não é o rótulo 'light', mas o tamanho e a espécie do peixe.

Guia de Compras: Quais espécies estão liberadas?

Para quem busca os benefícios do ômega-3 sem os riscos do metal pesado, a ciência aponta um caminho seguro. Em geral, os peixes menores e que não são predadores de topo de cadeia são os mais saudáveis.

Entre as espécies consideradas de baixo teor de mercúrio, que você pode consumir de 3 a 4 vezes por semana, destacam-se os peixes mais populares na mesa dos brasileiros, como a Sardinha, a Pescada, o Bacalhau, o Salmão (tanto do Atlântico quanto do Pacífico) e a Truta.

Continua depois da publicidade

Se você prefere frutos do mar, a boa notícia é que a grande maioria é segura: Camarão, Lula, Polvo, Mexilhão, Caranguejo, Ostra e Lagosta apresentam níveis mínimos de contaminação. Outras opções excelentes e nutritivas incluem a Anchova, o Arenque, a Cavala, o Carapau, a Dourada, o Linguado, o Robalo-europeu e a Pampa.

Equilíbrio, não obsessão

Embora o mercúrio seja um assunto sério, não é motivo para banir o peixe da dieta. O segredo está na variedade. Evite as espécies grandes e predadoras (os 4 vilões) e priorize os peixes menores para garantir os benefícios do ômega-3 com segurança.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software