Pazuello diz que Brasil tem no máximo três opções de vacinas contra Covid

Ministro da Saúde afirmou que são "uma, duas ou três" as opções de laboratórios que desenvolvem vacinas contra a Covid-19 que pode atender as necessidades do Brasil

Comentar
Compartilhar
02 DEZ 2020Por Gazeta de S. Paulo21h45
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, falou sobre vacinas e testes de Covid-19Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

*Com informações da Folhapress

Após a notícia que o Reino Unido deve começar a vacinação contra a Covid-19 na próxima semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (2), durante audiência pública na comissão mista do Congresso, que são "uma, duas ou três" as opções de laboratórios que desenvolvem vacinas contra o coronavírus com quantidade suficiente e um bom cronograma para atender as necessidades do Brasil.
Pazuello afirmou que existe muita publicidade relacionada às vacinas, mas que as propostas se mostram insuficientes após escrutínio.

"Ainda sobre vacinas, queria deixar uma coisa clara: ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega ao final das negociações e vai para cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios", disse. "Números de grande quantidade [de vacinas] realmente se reduzem a uma, duas ou três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país."

O Brasil mantém acordos garantidos para obter 142 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre, sendo 100 milhões fruto da parceria da Fiocruz com o laboratório AstraZeneca e outras 42 milhões previstas no consórcio Covax Facility.

"Uma coisa que a gente precisa observar é que há uma campanha, uma competição de produção, de venda, uma campanha publicitária muito forte. Então, uma produtora lança uma campanha publicitária de que já fez, está pronto, está maravilhoso. Quando você vai apertar, a história é bem diferente, como tudo na vida", disse o ministro.

"Na hora que você vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que você quer, o preço não é bem aquele e a qualidade não é bem aquela. Então, quando a gente aperta, as opções diminuem bastante", completou.

Pazuello também reforçou que 15 milhões de doses devem chegar ao país no início de 2021.

Segundo cronograma apresentado na terça-feira (1º) pelo Ministério da Saúde, idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas serão os primeiros a ser vacinados contra a Covid-19 no País.

Testes
Durante a audiência, o ministro disse também que "está caminhando" a análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a prorrogação da validade de cerca de 7 milhões de testes RT-PCR que estão encalhados em armazém do governo federal.