Mais barata que picanha e tão suculenta quanto, essa carne ‘esquecida’ que é ideal para o forno

Esqueça os cortes caros, pois essa opção muito mais em conta, pode entregar a mesma maciez e suculência dos assados de primeira com a técnica certa

Este corte costuma ser tão suculento quanto a picanha

Este corte costuma ser tão suculento quanto a picanha | Imagem Gerada por IA/Google Gemini

Na hora de escolher carnes no mercado, muitos de nós vamos aos cortes mais populares, como acém, patinho ou até mesmo picanha. Só que existe uma opção acessível e tão suculenta quanto: a paleta.

Por conta das fibras longas e da boa presença de colágeno, a paleta consegue se tornar muito saborosa se for ao forno.

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Sobre a carne

Vinda da parte dianteira do boi, uma região bastante movimentada e rica em tecido conjuntivo e colágeno, a paleta responde muito bem ao calor lento.

Ao ser bem preparada, a carne costuma ficar macia e com umidade interna. Diferente dos cortes magros, ela não resseca com facilidade; mesmo em um forno residencial, mantém a suculência se estiver bem vedada ou coberta nos primeiros estágios do cozimento.

Outro fator que auxilia na escolha da paleta é a sua versatilidade: ela pode ser assada inteira, em pedaços grandes ou desfiada após o preparo, funcionando tanto para almoços em família quanto para receitas práticas durante a semana.

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Preparo

O segredo para um bom preparo está no tempo e na temperatura: a paleta pede forno médio e cozimento prolongado, especialmente se for uma peça grande.

Entre os temperos, sal, alho, cebola e ervas secas são suficientes para realçar o sabor natural. Marinadas com um pouco de acidez, como vinho ou limão, também ajudam a amaciar as fibras. O ideal, no entanto, é deixar a carne descansar no tempero por algumas horas antes de assar.

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O segredo do descanso

Após o preparo, é essencial deixar a carne descansar. O tempo varia conforme o corte: em peças pequenas, como picanha fatiada ou contrafilé, o ideal é esperar de 5 a 10 minutos.

Esse tempo deve ser respeitado porque o calor faz com que os líquidos internos se concentrem em uma região específica. Ao retirá-la do cozimento e aguardar, ocorre um processo natural de redistribuição da umidade, garantindo o sabor ideal e a suculência em cada fatia.