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UBS da Areia Branca segue sem prazo para ser entregue

O prazo já havia sido postergado no final de 2016, quando o Diário do Litoral reportou pela primeira vez a paralisação das obras e o aumento considerável de preço do contrato de construção: R$1 milhão.

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15 ABR 2018Por Rafaella Martinez13h29
A reportagem do Diário do Litoral esteve no local e constatou que as obras estão paralisadas.Foto: Rodrigo Montaldi/DL

Dois anos e quatro meses se passaram e no lugar onde hoje deveria estar uma moderna unidade de saúde existe apenas uma obra parcialmente erguida, ainda sem forma. O único vislumbre de que a estrutura abrigará o equipamento está nas duas placas instaladas na lateral, que indicam que a Policlínica da Areia Branca deveria ter sido entregue em fevereiro do ano ­passado.

O prazo já havia sido postergado no final de 2016, quando o Diário do Litoral reportou pela primeira vez a paralisação das obras e o aumento considerável de preço do contrato de construção: R$1 milhão.

Moradora da Areia Branca há 43 anos, Marsilei Efigênio conta que os moradores estão indignados com os atrasos na obra. “O mais absurdo é que a Unidade Básica de Saúde que estava em pleno funcionamento antes foi demolida para a construção dessa nova. Se não tinha dinheiro para terminar, por qual motivo derrubar algo que está bom e estava ajudando tanta gente?”, ­questiona.

De acordo com ela, até mesmo o transporte gratuito que havia sido destacado pela Administração para que os moradores fossem atendidos em outras unidades de Saúde da Zona Noroeste foi retirado no ano passado.

“Ficamos meses sendo atendidos em uma casa sem o mínimo de infraestrutura. Depois de tanta reclamação o lugar foi fechado e a Prefeitura garantia um ônibus para que as pessoas sem condições de andar ou de pagar uma passagem pudessem ser atendidas no Bom Retiro, mas de um ano para cá isso mudou e ninguém deu satisfação de nada. Estamos abandonados”, afirma. De acordo com elas, os moradores estão cobrando constantemente uma solução para o impasse.

A reportagem do Diário do Litoral esteve no local e constatou que as obras estão paralisadas. A placa também aponta que uma segunda empresa estava responsável pela construção no momento: a Construtora Terra Paulista, com o custo de R$ 2.171.338,29 – R$ 391 mil a mais do que o primeiro contrato, assinado em 2015 com a Erbauen Construtora e Incorporadora Ltda. 

Em nota, a Prefeitura de Santos destacou que uma terceira empresa deverá tocar a obra após o contrato com a construtora Terra Paulista ser encerrado em 23 de fevereiro. “A empresa não cumpriu a sua obrigação, foi notificada e será multada. A obra tem apenas 50% do cronograma pronto”, destaca o documento.

Caso a contratação da segunda empresa colocada aconteça, o tempo estimado para acertar o contrato é de 60 dias e a obra civil levará oito meses para ficar pronta, ou seja: os munícipes ficarão sem a policlínica, no mínimo, por mais um ano. “Depois a Secretaria de Saúde precisa equipar a nova policlínica para entrega à ­população”, destaca a ­Prefeitura.

Com relação ao transporte gratuito, a Secretaria de Saúde informa que no final de 2016, por ter sido um período de adaptação dos pacientes à unidade provisória, foi oferecido transporte, a cargo da Subprefeitura da Zona ­Noroeste.

Dois anos de obras no local

O antigo imóvel que abrigava a Unidade de Saúde da Família da Areia Branca foi demolido no começo de 2015 para a construção de ‘Unidade Básica de Saúde (UBS)100% climatizada e acessível’.

No final do mesmo ano, a Prefeitura admitiu que a descoberta, durante sondagem do projeto complementar, de solo incompatível com o projeto orçado culminou com a alteração do projeto e consequente cancelamento da licitação anterior e abertura de uma nova, 63% mais cara.

No mesmo período, o atendimento às famílias que dependiam da Unidade foi transferido para um imóvel alugado sem estrutura adequada, localizado na Rua Pascoal Lembo a 350 metros da antiga sede.

Após o vencimento do contrato com o imóvel alugado, a Prefeitura passou a destinar um ônibus para fazer o transporte dos munícipes que precisavam de atendimento em outras unidades de saúde. A obra também foi iniciada e um imóvel de três pavimentos foi erguido. No entanto, um ano após o início da construção o serviço foi paralisado.

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