21h : 08min

Conheça o
Caderno + DL

Ler

Assine o Jornal por R$8
por mês no plano atual

AssineLer Jornal

Torcedores do Nacional pedem que não soltem fogos em Medellín

Santista que mora na cidade colombiana disse que pedido é em respeito aos mortos do acidente; evento celebra a chegada de dezembro

Comentar
Compartilhar
29 NOV 2016Por Daniela Origuela19h54
Luis Bistulfi disse que o clima em Medellín é de comoção e perplexidadeFoto: Arquivo Pessoal

Torcedores do Atlético Nacional, time que disputaria a final da Copa Sul-Americana com o Chapecoense, fazem um apelo aos moradores de Medellín para que não soltem fogos no ‘La Alvorada’, evento não oficial e tradicional que celebra a chegada do mês de dezembro e ocorre entre a virada desta quarta-feira (30) e a quinta-feira (01). Segundo o economista Luis Bistulfi, que é de Santos e mora há um ano no município colombiano, o pedido é em respeito aos mortos no acidente aéreo que vitimou jogadores do time brasileiro.  

“A torcida do Nacional está pedindo em sinal de luto para que as pessoas não soltem fogos em um evento que temos aqui em Medellín e celebra a chegada de dezembro, o La Alvorada. Muitas pessoas vão às ruas soltar fogos na noite da virada do mês”, afirmou o economista, de 29 anos.

Bistulfi disse que o clima em Medellín é de comoção e perplexidade. “O Atlético Nacional é maior time de Medelin e a maior parte das pessoas aqui torce para ele. Esse jogo era muito esperado por todos. O pessoal ficou bastante chocado com o que aconteceu. É um assunto que todos estão comentando. Só se fala nisso”, destacou.

O economista, que é torcedor do Santos, soube do acidente no início da manhã. “Fiquei bastante chocado em ver que tantas pessoas do meu país morreram num acidente assim. Especialmente porque eu estava planejando assistir ao jogo no estádio”, afirmou.

Bistulfi destacou que em um grupo no Facebook, de brasileiros que moram em Medellín, se mobilizou para recepcionar os parentes das vítimas no aeroporto.
“Um amigo disse que tem cerca de 40 brasileiros voluntários no aeroporto e mais uns 40 colombianos que falam português que também se voluntariaram pra ajudar. Eu queria ir, mas como já tem muita gente falaram que não precisa por enquanto. Se precisar vão me chamar”.

Colunas

Contraponto

Construtora CredLar