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Região central de Santos recebe teatro sobre rodas

Espetáculo itinerante esteve na Área Continental em abril e pretende seguir viagem para a Zona Noroeste nas próximas semanas

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17 JUN 2017Por Da Reportagem11h01
Aproximadamente 5.486 pessoas moram nos bairros Vila Nova e PaquetáFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Os olhos curiosos de Andrei Santos não pararam de fitar o ônibus colorido que estacionou na manhã de ontem na região das catraias, ao lado do Mercado Municipal de Santos, na Vila Nova. Morador da região central, o pequeno estacionou a bicicleta na rua e correu para acompanhar uma sessão especial de teatro do Circular: Histórias da Mata. O espetáculo itinerante de teatro está circulando espaços descentralizados de Santos: esteve na Área Continental em abril e pretende seguir viagem para a Zona Noroeste nas próximas semanas..

“O objetivo é levar o teatro até os locais de convívio das pessoas. No caso do Centro de Santos é ainda mais significativo, pois essas pessoas vivem em um bairro onde estão instalados os teatros, mas por inúmeros motivos eles estão distantes da realidade delas. Nosso teatro promove uma intervenção de rua e quer dialogar com a própria rua: todos são bem-vindos e ele está sempre de portas abertas para quem quiser chegar”, afirma o produtor Douglas Zanovelli.

A parada de ontem do ônibus-teatro que encena histórias dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas do Vale do Ribeira foi ainda mais emblemática: a falta de acesso à opções de lazer e cultura na região central da cidade é um dos pontos analisados pelo Ministério Público para formalização de um Termo de Ajustamento de Cultura (TAC) com o município. A informação foi transmitida pelo ­promotor de Justiça da Infância e Adolescência de Santos, Carlos Alberto Carmello Júnior após uma série de reportagens do Diário do Litoral sobre a situação de vulnerabilidade de crianças e adolescentes que vivem na região.

Aproximadamente 5.486 pessoas moram nos bairros Vila Nova e Paquetá. Desse número, 1.396 são crianças. A Administração trabalha na construção de um Centro Cultural e Esportivo para atender as crianças do local. Ações independentes também acontecem no espaço, como as tocadas pela Associação dos Cortiços do Centro (ACC) e pelo grupo de hip-hop, Mad Feeling Crew.

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