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Prefeito de Santos diz que vai reaproveitar trabalhadores da Prodesan

Apesar do reaproveitamento ser uma consequência, Paulo Alexandre Barbosa foi cauteloso e não falou em fechamento do equipamento da usina

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12 JUL 2017Por Carlos Ratton08h00
A LDO e o PPA foram entregues pelo presidente da Câmara, vereador Adilson Júnior (PTB), acompanhado por alguns parlamentares ao prefeito Paulo Alexandre BarbosaFoto: Rodrigo Montaldi/DL

Os 110 funcionários da Usina de Asfalto da Progresso e Desenvolvimento de Santos – Prodesan podem ficar tranquilos. O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) garantiu ontem à tarde, durante o recebimento das emendas parlamentares à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Plano Plurianual (PPA) 2018/21, que irá reaproveitá-los caso o equipamento, que há 43 anos opera na Cidade, seja fechado e o terreno vendido. “Eles têm experiência e poderão contribuir de outras formas dentro da empresa (Prodesan)”.

A possibilidade de fechamento foi anunciada pelo prefeito em dezembro último, durante a apresentação de um plano de contenção de despesas para este ano, sob o argumento da necessidade de obter recursos para equilibrar as contas públicas. Sobre a Prodesan propriamente dita, o chefe do Executivo garantiu manter de portas abertas, mas que a empresa será totalmente readequada a nova realidade econômica do País. “A Prefeitura vai continuar tapando buraco e limpando as unidades de saúde”, disse Paulo Alexandre, adiantando que as pessoas da Prodesan que prestam esses serviços podem ser reaproveitadas por terceirizadas.

Manifestação

Em janeiro, uma comissão de funcionários realizou uma manifestação na entrada da Usina e, com exclusividade, revelou ao Diário do Litoral que o equipamento vinha, há meses, sendo sucateado e produzindo aproximadamente 5% do total que deveria, enquanto a massa asfáltica é comprada de empresas de fora da cidade.

Os funcionários alertavam que pela localização privilegiada - Avenida Vereador Alfredo das Neves, na Alemoa – a usina poderia fornecer massa asfáltica para outras cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista, gerando lucros para Santos e que a Prefeitura de Santos estava comprando massa asfáltica de outra usina.

Ontem, porém, Paulo Alexandre preferiu dizer que a Prefeitura ainda ‘estuda’ a situação do equipamento, mas voltou a enfatizar que ele não é tem preços competitivos.

LDO

Com 466 tópicos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de Santos recebeu 534 emendas parlamentares. Já o Plano Plurianual recebeu 91. As emendas – dois volumes - foram entregues pelo presidente da Câmara, vereador Adilson Júnior (PTB), acompanhado por alguns parlamentares.

“Peço ao prefeito que dê uma atenção especial às propostas dos vereadores. Umas são fáceis e outras mais complexas. Tivemos o cuidado de garantir que 50% das emendas contemplassem a área da saúde”, disse Adilson Júnior.

O prefeito revelou, durante a entrega oficial, que a LDO sem as emendas já garantia 50% dos investimentos a pastas ligadas ao social, entre elas Saúde e Ação Social. Barbosa revelou que R$ 14 milhões do orçamento foram destinados a atender emendas dos vereadores – R$ 644 mil para cada parlamentar.

O chefe do Executivo aproveitou o encontro para anunciar a revitalização de um imóvel localizado na Rua Amador Bueno, 538, para a instalação da futura sede da Guarda Municipal; e obras na Vila São Jorge e no Jardim Piratininga, além da reestruturação da Maternidade Silvério Fontes e a possibilidade de um hospital pediátrico para a Zona Noroeste.

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