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Diário do Litoral, 19 anos acompanhando as ocorrências da Baixada Santista

O acidente que tirou a vida de Eduardo Campos, o racionamento de energia em 2001 e o incêndio Ultracargo são algumas das coberturas marcantes do jornal

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18 NOV 2017Por Da Reportagem11h30
Aeronave caiu sobre casas entre as Ruas Alexandre Herculano e Vahia de AbreuFoto: Arquivo/DL

Morte de Eduardo Campos

 

Uma tragédia sem precendentes na história de Santos matou o candidato à Presidência e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), e mais seis pessoas. Quatro delas pertenciam a sua equipe de campanha, além do piloto e copiloto do avião Cessna 560XL.

O acidente aconteceu em 2014, exatamente às 9h50, quando a aeronave rasgou o céu nublado da Cidade, e caiu sobre casas entre as Ruas Alexandre Herculano e Vahia de Abreu, no Boqueirão, em Santos.

O impacto do avião atingiu oito residências e deixou 10 pessoas com ferimentos leves. Seis foram encaminhadas à Santa Casa de Santos e quatro ao Pronto Socorro Central.

Incêndio Ultracargo

Em 2 de abril de 2015, enquanto os santistas preparavam a celebração da Páscoa e milhares de turistas desciam pelas estradas da Serra do Mar, tinha início um incêndio no terminal da empresa Ultracargo, na entrada de Santos. As chamas ganharam grandes proporções, houve explosões, atingindo diversos tanques de armazenagem de produtos químicos e o fogo durou nove dias até que fosse totalmente debelado.

Para conter este incêndio, o segundo mais longo do mundo, foi necessário o trabalho de mais de 200 bombeiros e brigadistas, que usaram mais de 5 bilhões de litros de água e todo estoque do País de Líquido Gerador de Espuma (LGE), produto aplicado no combate às chamas. Além disso, o acidente interrompeu o acesso de caminhões e trens ao Porto de Santos, levou à morte de milhões de toneladas de peixes e trouxe impactos para a vida de milhares de pessoas que moram em bairros próximos ao terminal.

Racionamento de energia

Durante todo o ano de 2001, as páginas do Diário do Litoral foram tomadas por reportagens sobre o racionamento de energia. Na ocasião, a população brasileira foi obrigada a mudar seus hábitos de consumo de energia drasticamente sob o risco iminente de corte de energia elétrica em todo o país, um fenômeno que ficou conhecido como apagão.

Era o último ano do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e no ano seguinte ocorreriam eleições presidenciais. A crise energética estava ligada principalmente à falta de planejamento no setor e à ausência de investimentos em geração e distribuição de energia.

Baixada Santista em estado de sítio

Em maio de 2006, uma onda de violência atingiu a maior cidade do País e teve reflexos significativos na Baixada Santista. Os números oficiais de mortos ainda são divergentes. De acordo com a Ouvidoria da polícia foram 493; o Ministério Público de São Paulo analisa 509 óbitos e o Movimento Mães de Maio, que leva em conta um estudo da ONG Conectas, afirma que foram 532 assassinatos no período entre 12 e 20 de maio de 2006.

A motivação para o início dos ataques foi a transferência de 765 presos para o presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau. No total, mais de 300 ataques contra símbolos do Estado e agentes de segurança aconteceram nos cinco dias subsequentes. Ao menos 36 policiais militares e 15 agentes penitenciários foram mortos no período. A Polícia Civil não informou o número de óbitos.

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