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Advogados lutam para plano de saúde cumprir decisão judicial

Menino de apenas 18 meses de vida necessita de exame para identificar a origem um tumor e iniciar de ­forma imediata o tratamento

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13 JUN 2018Por Carlos Ratton08h20
Amil se tornou alvo de ação pelas mãos dos jovens advogados Rodrigo Carvalho e André CastroFoto: Diário do Litoral

Quem já não passou por isso ou ouviu reclamação de pessoas que pagam um plano de saúde e, quando necessitam do serviço, têm que lutar para obter uma simples autorização. Essa realidade, em Santos, se tornou alvo de ação pelas mãos dos jovens advogados Rodrigo Carvalho e André Castro, que conseguiram uma liminar que obriga a Amil a providenciar os meios necessários para autorizar a realização do exame de um menino de apenas 18 meses de vida. No entanto, a liminar (­decisão provisória até o julgamento do mérito) não vem sendo cumprida.

O Diário tentou contato com a Amil por intermédio de três telefones fornecidos pela empresa. O último (4197-1143), que seria da Assessoria da Amil, permanceu ocupado a tarde toda.    

R.O.L. sofre grave crise de hipertensão que resultou em diversos problemas de saúde comprometendo seu crescimento e desenvolvimento devido um tumor alojado em alguma parte do seu corpo. De acordo com os médicos que cuidam e prestam assistência ao menor, o exame necessário para identificar a origem do problema e iniciar de ­forma imediata o tratamento é o Pet Scan (TC) Galio 68 com contraste iodado que hoje custa hoje em torno de R$ 18 mil, segundo valor informado pelo hospital Albert Einstein que é um dos únicos do Estado que realiza esse tipo de ­exame.

Conforme explica Rodrigo Carvalho, a família do menino possui uma renda de R$ 4 mil e, somente com o plano de saúde, gasta cerca de R$ 1 mil. Em contato com o plano, a família foi informada que, para realização do exame, seria necessário aguardar aprovação da equipe técnica. O tempo passou e nada da liberação do exame, obrigando a família a utilizar a Justiça, pois a criança necessita de tratamento urgente.

A liminar foi concedida em 5 de junho último. Ao informar o Plano sobre a decisão, a família ouviu, como alternativa, o pagamento do exame para posterior reembolso integral. “A família paga com muito suor e de forma rigorosa as mensalidades do plano e mesmo assim não está tendo o suporte necessário na hora que mais precisou.
Como vai ­arcar com uma despesa de R$ 18 mil”, afirma ­André ­Castro, alertando que a multa diária estipulada pela Justiça é de R$ 1 mil.

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