Nos anos 90, o Mappin tentou dar um passo ainda maior / Paulo Giandália/Folhapress
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Para muita gente, relembrar as décadas passadas em São Paulo é como abrir um álbum de fotos cheio de momentos especiais. Entre passeios no centro, vitrines iluminadas e compras em famÃlia, um nome sempre aparece nessas memórias: o Mappin.
Mais do que uma loja, o Mappin era quase um ritual. Ir até lá fazia parte da rotina de muitos paulistanos, seja para comprar algo importante ou apenas passear pelos corredores.
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Os comerciais na televisão e os jingles marcantes ajudavam a criar uma conexão que ia além do consumo, era algo emocional.
Embora sua história tenha começado ainda no século XIX, foi entre os anos 70 e 80 que o Mappin viveu seu momento mais brilhante.
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Reconhecido nacionalmente, premiado e presente na vida de praticamente toda a cidade, ele se consolidou como um dos maiores nomes do varejo brasileiro.
Naquela época, era difÃcil encontrar alguém que não conhecesse a loja. Para muitos, ela representava qualidade, variedade e até um certo status.
Nos anos 90, o Mappin tentou dar um passo ainda maior. A empresa investiu em crescimento, ampliou seu catálogo e adquiriu outras redes importantes. A ideia era clara: expandir, ganhar força e se tornar ainda mais presente no paÃs.
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Parecia o caminho natural para uma marca tão consolidada. Mas nem tudo saiu como o esperado.
Mais do que uma loja, o Mappin era quase um ritual / Divulgação/ReproduçãoCom o tempo, os números começaram a preocupar. Mesmo com toda a fama e estrutura, prejuÃzos passaram a surgir, e manter a operação ficou mais complicado. Aquela solidez que parecia inabalável começou a mostrar rachaduras.
A venda da empresa trouxe novas expectativas e planos ambiciosos, incluindo a união com outras grandes redes. No papel, era uma estratégia promissora. Na prática, os desafios só aumentaram.
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No final da década de 90, a situação chegou ao limite. DÃvidas bilionárias e inúmeros pedidos de falência tornaram a continuidade inviável. O Mappin, que por tanto tempo fez parte do cotidiano da cidade, fechou as portas.
O impacto foi profundo: milhares de pessoas perderam seus empregos, e clientes fiéis sentiram como se um pedaço da história de São Paulo tivesse desaparecido.
Mesmo após o fim, o Mappin não foi esquecido. Ele segue vivo nas lembranças de quem viveu aquela época, nos jingles, nas compras em famÃlia, nos passeios pelo centro.
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Porque algumas marcas não são apenas lojas. Elas se tornam parte da vida das pessoas e isso, o tempo não apaga.