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Tesouro recuperado: Cabeça de estátua de 1400 a.C. retorna ao Egito após década de desaparecimento

Peça que retrata funcionário de Tutmés III foi identificada em feira de arte em Maastricht e pode ser integrada ao acervo do novo Grande Museu Egípcio

Nathalia Alves

Publicado em 06/02/2026 às 14:45

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Após colaboração de galeria holandesa, escultura ilegalmente traficada é entregue a embaixador; Egito intensifica monitoramento de leilões internacionais / Reprodução/Redes Sociais

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A Holanda devolveu oficialmente ao Egito, nesta quinta-feira (5), uma valiosa escultura faraônica de 3,5 mil anos que havia sido saqueada do país e entrado ilegalmente em território holandês. A peça, uma cabeça de pedra que fazia parte de uma estátua em bloco, foi recuperada após uma investigação policial e entregue ao embaixador egípcio.

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O artefato, que retrataria um alto funcionário do reinado do faraó Tutmés III (1479–1425 a.C.), teria sido roubado provavelmente durante os distúrbios da Primavera Árabe, entre 2011 e 2012. Ele reapareceu uma década depois, em 2022, em uma feira de antiguidades na cidade holandesa de Maastricht.

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A investigação foi iniciada após uma denúncia anônima e confirmou a origem ilícita da peça. A galeria Sycomore Ancient Art, que havia adquirido o objeto mas desconfiava de sua procedência, colaborou com as autoridades e a entregou voluntariamente.

“Nosso princípio é devolver o que não nos pertence e sempre devolvê-lo ao grupo cultural ou país ao qual é de direito”, declarou o ministro da Cultura da Holanda, Gouke Moes, durante a cerimônia de repatriação.

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O embaixador do Egito na Holanda, Emad Hanna, destacou a importância da devolução. “Isso significa muito para nós em termos de turismo e economia, porque, no fim das contas, quando turistas vão ao Egito para ver essas coisas, isso definitivamente faz diferença”, afirmou. Ele acrescentou que o Egito monitora sistematicamente artefatos que aparecem em exposições e leilões internacionais.

O destino da escultura ainda não foi definido, mas ela poderá integrar o acervo do Grande Museu Egípcio (GEM), inaugurado em novembro de 2024 nos arredores do Cairo.

O museu, considerado o maior do mundo dedicado a uma única civilização, abriga mais de 100 mil artefatos que abrangem sete milênios de história.

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Entre as principais atrações do GEM estão a coleção completa do faraó Tutancâmon, com mais de 5 mil peças exibidas pela primeira vez, e o barco funerário de 42 metros do faraó Quéops, a mais antiga embarcação de madeira já encontrada no Egito. A repatriação reforça os esforços globais contra o tráfico ilícito de patrimônio cultural.

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