Análise da arquitetura interna sugere que o segredo da construção estava em um mecanismo de elevadores e polias dentro dos monumentos. / Reprodução/Wkimedia Communs
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O mistério da construção das Grandes Pirâmides de Gizé é um dos temas mais debatidos da arqueologia. Até hoje, milhares de estudos buscam propor as hipóteses mais aceitáveis sobre sua origem.
Contudo, um novo estudo vem repercutindo com uma proposta que foge das alternativas tradicionais.
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Segundo os autores, os egípcios utilizaram um sistema interno de polias e contrapesos para erguer a estrutura. A ideia explicaria como blocos de até dezenas de toneladas foram posicionados com precisão.
A hipótese parte da análise da arquitetura interna das pirâmides. De acordo com os pesquisadores, determinados espaços poderiam ter funcionado como rampas inclinadas internas, por onde deslizariam mecanismos de elevação baseados em contrapesos.
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Isso permitiria levantar pedras pesadas com maior eficiência do que os modelos clássicos, baseados apenas em rampas externas.
A nova teoria se junta a outras milhares que tentam explicar a construção de cada monumento, o maior deles contém cerca de 2,3 milhões de blocos de pedra.
Ao longo das décadas, arqueólogos e engenheiros já sugeriram desde rampas externas gigantes até sistemas helicoidais internos e combinações entre diferentes técnicas.
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A nova teoria não altera pontos considerados bem estabelecidos pela egiptologia. O consenso científico continua apontando que as pirâmides foram construídas por volta de 2.560 a.C., durante o reinado do faraó Quéops, com base em evidências como inscrições, registros de trabalhadores e datações de materiais orgânicos encontrados na estrutura.
Confira um vídeo com vista aérea das pirâmides
Paralelamente, teorias mais especulativas, como a ideia de que as pirâmides seriam muito mais antigas ou construídas por civilizações desconhecidas, voltam a circular com frequência, especialmente fora do meio acadêmico.
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Algumas dessas hipóteses se baseiam em modelos geológicos controversos ou interpretações não verificadas e são vistas com cautela por especialistas.