Quinta erupção severa em 72 horas coloca agências espaciais em alerta; fenômeno pode causar auroras intensas e interferências em satélites. / Divulgação/Nasa
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Astrônomos de todo o mundo estão com os olhos voltados para uma região hiperativa do Sol. Nesta terça-feira (3), por volta das 11h08 (horário de Brasília), uma nova e potente erupção solar de classe X1.5 foi detectada.
Esta é a quinta explosão de categoria X (a mais severa na escala de intensidade) registrada desde o último domingo (1º), todas originadas da mesma mancha solar, denominada AR4366.
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A sequência impressionante começou no domingo com três erupções: uma X1.0, uma impressionante X8.1 (a mais forte da série) e uma X2.8. Na segunda-feira (2), foi a vez de uma X1.6. A atividade intensa e concentrada em poucos dias é um fenômeno considerado raro pelos especialistas.
A mancha responsável pelo fenômeno, a AR4366, tem dimensões colossais. Segundo o astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da UFRJ, em entrevista a CNN Brasil, ela é aproximadamente 10 vezes maior que a Terra e permanece ativa.
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Desde que surgiu no disco solar, em 30 de janeiro, essa região já produziu um total de 64 erupções detectadas: 21 da classe C, 38 da classe M e as 5 da classe X.
As erupções solares de classe X têm potencial para causar efeitos significativos no espaço próximo à Terra. De acordo com a NASA, essas explosões podem:
Interferir em comunicações de rádio e sinais de navegação (como GPS).
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Afetar redes de energia elétrica.
Representar riscos aumentados para astronautas em órbita devido aos altos níveis de radiação.
Gerar auroras boreais e austrais mais intensas e visíveis em latitudes menores.
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As agências espaciais e serviços de meteorologia espacial monitoram de perto a evolução da mancha AR4366 e a trajetória das partículas ejetadas, que podem levar de alguns minutos a dias para atingir a Terra, dependendo do tipo de evento.
As erupções (ou flares) solares são explosões de radiação causadas pela liberação repentina de energia magnética armazenada na atmosfera do Sol. Elas são classificadas por intensidade em uma escala que vai das mais fracas (A, B) até as mais fortes (C, M e X). Cada classe é dez vezes mais poderosa que a anterior.
Classe X: As mais severas. Podem desencadear blackouts de radiócomunicação em todo o planeta e tempestades geomagnéticas prolongadas.
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Classe M: De intensidade média. Podem causar breves blackouts de rádio, principalmente nas regiões polares, e tempestades geomagnéticas menores.
Classe C: As mais fracas, com poucas ou nenhuma consequência perceptível na Terra.
Essa atividade é parte do ciclo solar, um período de aproximadamente 11 anos em que a atividade magnética do Sol oscila entre um mínimo e um máximo. Atualmente, o Sol está se aproximando do pico máximo do seu Ciclo 25, previsto para 2024-2025, o que explica o aumento na frequência e na força desses eventos.
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