Vulnerabilidade apelidada de WhisperPair revela que acessórios sem fio podem ser usados para rastrear a localização e espionar autoridades e civis. / Reprodução/Freepik
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A tecnologia Bluetooth, presente em bilhões de fones de ouvido e acessórios, passou a ser alvo de alertas de segurança.
Na Dinamarca, o tema ganhou proporções inéditas quando o serviço de inteligência das Forças Armadas recomendou que militares, diplomatas e agentes de segurança desliguem totalmente o Bluetooth em aparelhos de trabalho, após a identificação de falhas reais no sistema.
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O alerta se baseia em pesquisas como o ataque chamado “WhisperPair”, que revelou vulnerabilidades no Google Fast Pair, recurso usado para facilitar o emparelhamento de dispositivos.
A falha permite que uma pessoa próxima se conecte a fones vulneráveis sem autorização, ative o microfone, escute conversas e até rastreie a localização do usuário.
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Entre os modelos afetados estão fones populares de marcas como Sony, Google, Jabra, JBL, Marshall, OnePlus, Redmi e outras.
Especialistas afirmam que o problema é estrutural, o Bluetooth foi criado para ser prático e econômico em energia, e não para oferecer alto nível de segurança. Além disso, muitos dispositivos não recebem atualizações de firmware, o que mantém brechas abertas por anos.
Para o público em geral, o risco de ataques desse tipo é baixo, mas existe. Já para pessoas que lidam com informações sensíveis — como autoridades, militares e jornalistas — a ameaça é considerada séria.
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Por isso, a recomendação é clara em ambientes de alta segurança, desligar o Bluetooth e optar por conexões com fio. O caso reforça que, mesmo em tarefas simples do dia a dia, como ouvir música, a tecnologia pode representar riscos à privacidade.