O vírus Nipah é conhecido por sua evolução rápida / Freepik/prostooleh
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O ressurgimento do vírus Nipah (NiV) no estado de Bengala Ocidental, na Índia, colocou autoridades de saúde em estágio de atenção máxima. Com um histórico de alta agressividade e letalidade que varia entre 40% e 75%, o patógeno hospedado naturalmente por morcegos-fruta já infectou profissionais de saúde em ambiente hospitalar, levantando temores sobre a transmissão entre humanos.
Embora o surto atual esteja concentrado no continente asiático, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o Nipah como prioridade devido ao seu potencial epidêmico e à inexistência de vacinas.
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Para entender o impacto real e como o vírus se comporta, conversamos com o Dr. Kairon Caproni Tavares, famoso nas redes sociais por suas dicas importantes.
O vírus Nipah é conhecido por sua evolução rápida. Hospedado naturalmente por morcegos-fruta, ele pode saltar para humanos e, a partir daí, iniciar uma transmissão direta entre pessoas.
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O Dr. Kairon Caproni Tavares explica que, embora o morcego seja o reservatório, a prioridade é o controle do contato humano.
Sobre os cuidados para evitar que a doença se espalhe, o médico é categórico ao afirmar que o principal cuidado é interromper a transmissão entre pessoas, que acontece principalmente por contato próximo.
Ele orienta que é essencial "evitar contato direto com secreções de pessoas doentes (saliva, secreção respiratória, vômito, urina)" e reforça a necessidade de "higienizar bem as mãos com água e sabão ou álcool".
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O doutor ainda pontua que o uso de máscara em ambientes de saúde e o isolamento rápido são vitais, alertando que o risco de surto comunitário "aumenta quando há atraso no diagnóstico e contato próximo sem proteção especialmente dentro de casas e hospitais".
Uma das maiores preocupações da população diz respeito ao consumo de frutas, já que o vírus costuma ser transmitido via alimentos contaminados por morcegos.
No entanto, o Dr. Kairon tranquiliza os consumidores brasileiros ao afirmar que "o risco em frutas importadas é considerado extremamente baixo".
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Segundo o especialista, o vírus Nipah não sobrevive bem fora do organismo após processos de refrigeração, lavagem e transporte prolongado.
Além disso, ele destaca que "processos industriais como pasteurização, aquecimento, secagem e higienização inativam o vírus", concluindo que frutas industrializadas não devem ser motivo de preocupação.
Os sintomas iniciais do Nipah, como febre e dor de garganta, podem ser facilmente confundidos com COVID-19 ou gripe. Por isso, saber identificar o momento da gravidade é crucial. O médico aponta que o grande diferencial é o comprometimento neurológico precoce.
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Além dos sintomas gripais, o Dr. Kairon lista sinais que exigem socorro imediato: "sonolência excessiva ou confusão mental, dificuldade para falar ou entender, convulsões e queda rápida do nível de consciência".
Ele explica que esses sinais indicam encefalite (inflamação do cérebro), algo "incomum em gripes comuns ou COVID leve".
Sobre a possibilidade de transmissão por pessoas sem sintomas, o médico esclarece que, até o momento, o contágio ocorre principalmente a partir de indivíduos sintomáticos.
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Casos totalmente assintomáticos transmitindo o vírus são, segundo ele, "raros ou ainda não bem documentados e considerados de baixo risco epidemiológico".