Saúde
Sintomas parecidos podem confundir, mas detalhes como dor atrás dos olhos, febre alta e ausência de coriza ajudam a identificar quando o quadro pode ser dengue e exige atenção imediata
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue provoca dor intensa no corpo e pode se agravar rapidamente, tornando a hidratação e o acompanhamento médico fundamentais nos primeiros sinais / Freepik
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Com a chegada das altas temperaturas, é comum o aumento de casos de mal-estar que logo são apelidados de "virose".Â
No entanto, a semelhança entre os sinais de uma infecção comum e os da dengue pode gerar confusão e atrasar o tratamento correto.
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Entender os detalhes de como o corpo reage é o primeiro passo para saber se o repouso em casa é suficiente ou se é hora de correr para o posto de saúde.
O termo é genérico e usado para qualquer doença causada por vÃrus, desde um resfriado até uma gripe mais forte. No verão, elas costumam se manifestar de duas formas principais:
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Respiratórias: causadas por agentes como o rinovÃrus, surgem muitas vezes pelo choque térmico do ar-condicionado e ambientes fechados. Os sintomas clássicos são coriza, espirros, tosse seca e dor de garganta. A febre costuma ser moderada.
Gastrointestinais: frequentemente ligadas ao norovÃrus, ocorrem por água ou alimentos contaminados. O foco aqui são os vômitos, diarreia e o risco rápido de desidratação, especialmente em crianças e idosos.
Diferente das viroses comuns, a dengue - transmitida pelo mosquito Aedes aegypti - costuma ser mais "agressiva" na dor.
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A médica infectologista JanaÃna Teixeira destaca que a dor de cabeça e a dor no corpo são marcas muito caracterÃsticas da doença. Além disso, a dor atrás dos olhos e o surgimento de manchas vermelhas pelo tronco e membros são sinais que devem acender o alerta.
Uma dica prática para quem está em dúvida é observar o sistema respiratório. Se não há coriza nem garganta inflamada, a suspeita de dengue é maior, principalmente em épocas de surto.
Nas viroses respiratórias, o incômodo maior fica concentrado no nariz e na garganta. Já na dengue, o mal-estar é sistêmico e a febre costuma ser mais alta e persistente.
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Independente do diagnóstico, a recomendação número um de especialistas é a mesma: beber muita água. No caso especÃfico da dengue, a reposição hÃdrica precisa ser intensificada.
Segundo a Dra. JanaÃna, a orientação chega a 60 ml de lÃquido por quilo de peso corporal. Isso significa que uma pessoa de 70 kg deve ingerir mais de 4 litros de água ao longo do dia.
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Embora a maioria das viroses passe em cerca de uma semana com repouso e comida leve, alguns sinais indicam que a situação é grave. Procure atendimento imediato se notar:
A automedicação deve ser evitada, pois pode mascarar sintomas ou agravar quadros de dengue. Na dúvida, a avaliação médica é o caminho mais seguro.
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