Usuários das 'bets' (plataformas online) estão mais propensos a desenvolver problemas / Joédson Alves/Agência Brasil
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O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer nesta quinta-feira (05) teleatendimento em saúde mental voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. O serviço, anunciado pelo Ministério da Saúde, poderá atender até 600 pacientes por mês e será acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
Com investimento de R$ 2,5 milhões, o atendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e integrantes da rede de apoio. O cadastro pode ser feito 24 horas por dia, em ambiente seguro e com proteção de dados conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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Durante o lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da iniciativa. “Estamos introduzindo o teleatendimento porque, muitas vezes, há vergonha e dificuldade de admitir o problema. Queremos permitir contato direto com o Ministério da Saúde sem a necessidade de ir até uma unidade presencial”, afirmou ele.
O acesso é feito pelo Meu SUS Digital. Após login com a conta gov.br, o usuário seleciona a opção sobre problemas com jogos de apostas e realiza um autoteste validado cientificamente. Se for identificado risco moderado ou elevado, o encaminhamento ao teleatendimento é automático.
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As consultas são realizadas por vídeo, com duração média de 45 minutos, podendo integrar ciclos de até 13 sessões, individuais ou em grupo. O atendimento é gratuito, confidencial e conta com equipe multiprofissional formada por psicólogos, terapeutas ocupacionais e, quando necessário, psiquiatras.
Casos de menor risco recebem orientação para buscar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que inclui CAPS e Unidades Básicas de Saúde.
A medida integra uma estratégia mais ampla do governo federal para enfrentar os impactos das apostas online na saúde mental. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados ao tema, número considerado baixo diante da demanda estimada.
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O teleatendimento busca ampliar o acesso ao cuidado de forma reservada e acessível, além de fortalecer a integração com a rede pública de saúde mental, que atualmente conta com mais de 6 mil pontos de atenção em todo o país.