Saúde

Vai pular Carnaval na menopausa? Leia isso antes de sair e cair na folia

Especialista explica como controlar fogachos, calor e álcool para aproveitar blocos e festas com mais segurança

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 14/02/2026 às 18:17

Atualizado em 14/02/2026 às 18:45

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Segredo não está em abrir mão da diversão, mas em ajustar escolhas / Divulgação

Continua depois da publicidade

Carnaval combina calor intenso, multidões e longas horas em pé. Para mulheres na menopausa, esse cenário pode potencializar sintomas como fogachos, suor excessivo e cansaço.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Ainda assim, segundo a médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, é totalmente possível aproveitar a festa com conforto — desde que o autocuidado entre no roteiro.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Fogo eterno para quem pula Carnaval? O veredito da Bíblia sobre a maior festa popular do Brasil

• Vai para o litoral de SP no Carnaval? Veja quem dá nome aos túneis da Rodovia Imigrantes

• Vai ver o Carnaval de casa? Saiba onde assistir aos desfiles de SP e do Rio ao vivo

A queda do estrogênio altera o sistema de termorregulação do corpo, tornando o organismo mais sensível às altas temperaturas.

Isso significa que o aumento repentino de calor pode surgir no meio do bloco, acompanhado de vermelhidão e sudorese. O álcool, por ser vasodilatador, intensifica essa sensação térmica e pode agravar os fogachos.

Continua depois da publicidade

Veja também: SP por Todas: Ação no litoral oferece mamografia e cursos gratuitos em janeiro

Segundo a especialista, o segredo não está em abrir mão da diversão, mas em ajustar escolhas. Pequenas decisões fazem diferença significativa na disposição e no bem-estar ao longo do feriado.

Manter hidratação constante é fundamental. Intercalar bebidas alcoólicas com copos generosos de água ajuda a evitar tontura, queda de pressão e exaustão.

Continua depois da publicidade

O cuidado com a alimentação também é decisivo: consumir carboidratos complexos e proteínas antes e durante a festa desacelera a absorção do álcool e mantém a energia estável.

Outro ponto de atenção é evitar a combinação de energético com álcool. A mistura pode mascarar sinais de excesso e aumentar a sobrecarga cardiovascular — fator relevante nessa fase da vida.

Veja também: 'Levanta-te e andas': O 'milagre' da cientista brasileira que está fazendo tetraplégicos caminharem

Continua depois da publicidade

Escutar o próprio corpo também é essencial. Se os fogachos surgirem logo após o primeiro drink, pode ser um sinal de que o ritmo precisa ser ajustado.

Para mulheres que fazem terapia hormonal, a orientação médica prévia é recomendada. O álcool pode interferir no metabolismo dos hormônios, e estratégias personalizadas ajudam a reduzir riscos.

Bebidas não alcoólicas, como água de coco e opções ricas em eletrólitos, são aliadas para manter a temperatura corporal sob controle.

Continua depois da publicidade

Além disso, escolher roupas leves, buscar sombra sempre que possível e respeitar pausas sem culpa fazem parte de uma vivência mais equilibrada da folia.

Como destaca a especialista, o melhor Carnaval não é o mais intenso, mas aquele que permite aproveitar cada momento e acordar bem no dia seguinte.

Na menopausa, liberdade também significa conhecimento do próprio corpo. E isso não impede a celebração — apenas transforma a experiência em algo mais consciente e prazeroso.

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software