Saúde

'Usar fones Bluetooth é como colocar um micro-ondas na cabeça', diz especialista em longevidade

Médico afirma que frase é exagerada e que não há evidências sólidas de danos cerebrais causados pelos dispositivos sem fio

Luna Almeida

Publicado em 24/02/2026 às 22:20

Atualizado em 24/02/2026 às 22:21

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Ouvir música com fones Bluetooth não representa riscos alarmantes / Freepik/benzoix

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O uso de fones de ouvido Bluetooth se tornou rotina para milhões de pessoas, seja para ouvir música, trabalhar ou atender chamadas. Em meio ao crescimento dessa tecnologia, surgem dúvidas sobre possíveis impactos na saúde, especialmente devido à exposição constante às ondas eletromagnéticas.

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O médico especializado em longevidade Patricio Ochoa voltou a chamar atenção para o tema ao comparar o uso desses dispositivos a colocar um micro-ondas na cabeça. 

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Apesar da frase impactante, o próprio especialista explica que a analogia não deve ser interpretada de forma literal.

Diferença está na intensidade da energia

Segundo Ochoa, tanto os micro-ondas quanto o Bluetooth utilizam ondas eletromagnéticas semelhantes, porém com níveis de energia completamente diferentes. Enquanto um forno de micro-ondas é capaz de aquecer alimentos rapidamente devido à alta potência, os fones sem fio operam com uma intensidade extremamente baixa.

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Ele destaca que a quantidade de energia emitida por esses dispositivos é tão pequena que não tem capacidade de aquecer o cérebro, danificar neurônios ou alterar células. 

Com base no conhecimento científico atual, ouvir música com fones Bluetooth não representa o risco alarmante que muitas vezes circula nas redes sociais.

O que dizem a ciência e a OMS

De acordo com o especialista, revisões científicas recentes e avaliações da Organização Mundial da Saúde não encontraram evidências consistentes de que fones Bluetooth causem câncer ou danos cerebrais.

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Isso não significa que o risco seja absolutamente inexistente, mas indica que, dentro dos padrões de uso comum, não há motivo para pânico. O consenso científico atual é de que a exposição é muito inferior a limites considerados prejudiciais ao organismo.

Alternativas para quem ainda se preocupa

Para pessoas que permanecem inseguras, Ochoa lembra que os fones com fio continuam sendo uma opção válida e eliminam praticamente toda a exposição às ondas de rádio emitidas pelos modelos sem fio.

Mesmo assim, especialistas costumam destacar que outros fatores relacionados ao uso de fones são potencialmente mais relevantes para a saúde, como volume excessivo, tempo prolongado de uso e risco de perda auditiva.

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Uso consciente continua sendo a melhor recomendação

Com a popularização dos dispositivos sem fio no Brasil e no mundo, a principal orientação é utilizar os equipamentos com moderação e manter o volume em níveis seguros. 

Até o momento, não há evidências robustas que justifiquem abandonar completamente os fones Bluetooth por medo de danos cerebrais.

A discussão sobre tecnologia e saúde deve continuar acompanhando novas pesquisas, mas, segundo o especialista, a realidade atual é muito menos dramática do que a comparação inicial sugere.

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