Urologista ressalta importância de meninos se consultarem

Apesar das inúmeras campanhas para convencer homens adultos a marcar e comparecer sempre às consultas no urologista com o objetivo de prevenir doenças de caráter grave, muitos especialistas ressaltam a importância também de convencer os jovens a iniciar suas visitas ao urologista cada vez mais cedo almejando diagnosticar e começar a tratar, o mais rápido possível, diversos problemas de saúde que se tornam mais difíceis de medicar uma vez que o paciente fique mais velho.

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De acordo com o Dr. Fábio ATZ, o urologista ainda é visto como o médico que atende o homem mais velho e que cuida dos problemas relacionados à próstata. Porém, muitas doenças podem surgir na adolescência, e o acompanhamento médico se faz necessário, principalmente, quando o garoto entra na puberdade, antes de iniciar a vida sexual e depois de já ter iniciado.

Ele diz que apesar de não ser comum, os pré-adolescentes devem ser aconselhados e acompanhados por seus responsáveis nas consultas, que podem ser importantes para a saúde no início da vida adulta.

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“Estimular o paciente na cultura de prevenção e não apenas procurar ajuda quando a doença estiver instalada é o maior objetivo. Existem as causas de problemas adquiridos, mas também muitas vezes congênitos (nasce com alterações) que podem passar desapercebido durante a infância. A orientação sexual também é um importante fator, pois nem sempre o adolescente tem a liberdade de trocar informações com os pais, amigos ou professores”, afirma.

O resultado de uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Urologia, feita com 3.305 adolescentes entre 13 e 17 anos, apontou que a urologia é uma das especialidades menos procuradas pelos meninos. Enquanto 42,1% das jovens na mesma faixa etária frequentam o ginecologista, apenas 3,5% dos adolescentes vão ao médico especializado no aparelho genital masculino.

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“Não acredito em machismo, entendo que nessa faixa etária não se espera que doenças possam aparecer e, portanto, as pessoas não percebem a necessidade de procurar assistência médica”, explica.

Consultas já durante a adolescência podem levar à descoberta e tratamento cada vez mais cedo de inúmeros problemas que vão desde ordem psicogênica a outras ocorrências físicas. Fábio afirma que até os 12 anos de idade, o acompanhamento deve ser feito pelo pediatra e após os 13 anos já deve existir o acompanhamento especializado.

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“[Podem se identificar] Distúrbios de comportamento como dieta, atividade física e que ocasionarão doenças como as sexualmente transmissíveis, formação de cálculos urinários, infecções urinárias, infertilidade e até tumores que podem ocorrer com início da puberdade (tumor de testículo por ex.) “, explica.

Entre as enfermidades urológicas mais comuns estão à varicocele (dilatação das veias dos testículos que pode levar à infertilidade), tumores testiculares, inflamação na glande do pênis, e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

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A atuação do urologista, no entanto, ultrapassa o âmbito do tratamento de doenças. A exemplo do papel desempenhado pelo ginecologista com as mulheres, o especialista em urologia também está apto a orienta-los em relação à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e prestar esclarecimentos sobre as modificações corporais típicas dessa faixa etária. As primeiras consultas podem, inclusive, ser feitas junto com os pais.

“Essa é uma estratégia sim, porém o mais importante seria os adolescentes terem a liberdade e um bom relacionamento familiar que permitam exprimir seus sentimentos e suas angústias e assim os pais poderem indicar a procura pelo médico”, conclui.