São Vicente tem quatro obras paralisadas

Baixada tem seis obras paradas para o setor da saúde, sendo duas no Litoral Sul.

Das nove cidades da Baixada Santista, São Vicente é a que mais tem obras paralisadas na área da saúde, segundo o Painel de Obras Atrasadas ou Paralisadas do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, divulgado no início deste mês.

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Para o setor, ao todo, são quatro obras sem conclusão. Uma delas é a construção de uma unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF), na Rua Sergipe, no bairro Samaritá. A obra foi iniciada em novembro de 2014 e a previsão de conclusão era maio de 2015. A verba de pouco mais de R$ 460 mil foi repassada ao município através de um convênio federal, mas um contingenciamento de recursos paralisou o andamento.

Uma segunda unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF), também já era para estar funcionando na Rua Celeste Diegues Oliveira, no bairro Nova São Vicente, desde 2015, mas a construção foi paralisada por insuficiência nas informações do projeto básico. Ela foi orçada em R$ 503.671,04, por meio de convênio federal.

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Outro bairro que poderia utilizar dos serviços de mais um equipamento de Saúde da Família é o Catiapoã, se a obra da ESF Sá Catarina de Moraes não tivesse sido paralisada por motivo de contingenciamento de recursos. Orçada em cerca de R$ 450 mil, através de convênio federal, o imóvel abriria as portas em julho de 2015, na Rua Travessa do Parque, s/nº.

O populoso bairro Humaitá, que em 2010 já contava com mais de 13 mil moradores – dados do Censo/10, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – poderia ter sido beneficiado com a construção de uma unidade de Pronto Atendimento (UPA Humanitá), na Rua João Rigueiro, s/nº. A obra teve início em outubro de 2014, com previsão de conclusão em abril do ano seguinte, mas foi paralisada por insuficiência nas informações do projeto básico. O valor necessário para construir a unidade não consta no Painel do TCE, apenas que ele foi pleiteado por convênio federal.

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OBRAS ATRASADAS

Ainda na área da saúde, Mongaguá teria que ter concluído, em abril de 2017, a reforma e ampliação da Unidade de Saúde da Família – Vila Operária (Usafa). O orçamento da reforma ficou em R$ 256.209,48, por meio de convênio federal, mas a reforma foi paralisada e o motivo não informado no Painel do TCE.

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Itanhaém também não concluiu a reforma e adequação do prédio para implantação do Centro de Infectologia de Itanhaém (CINI), cuja previsão de entrega era abril de 2016. Através de convênio estadual, a reforma foi orçada em R$ 437.149,93. O motivo do atraso não foi informado.

As cidades de Santos, Guarujá, Praia Grande, Bertioga, Cubatão e Peruíbe não têm obras paralisadas ou atrasadas na área de saúde, de acordo com o TCE.

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PREFEITURA DE SÃO VICENTE

O prefeito de São Vicente, Pedro Gouvêa, disse que por mais que as obras tenham sido paralisadas na gestão passada, o governo atual tem responsabilidade sobre cada uma delas.

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“Temos total interesse em dar continuidade a essas obras paradas. A ESF Catarina de Moraes será entregue nos próximos dias. E estamos retomando aos poucos o que foi paralisado lá atrás”, explicou Gouvêa.

A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde, reafirmou que a obra da Sá Catarina de Moraes já foi retomada.

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Também explicou que já tomou as medidas judiciais cabíveis para retomar a construção das ESFs Nova São Vicente e Samaritá, e da UPA Humanitá.

LITORAL SUL

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A Prefeitura de Itanhaém disse que um novo processo licitatório está em andamento para ajustar a entrega da obra do Centro de Infectologia até o fim do ano, pois a empreiteira interrompeu o contrato com a Prefeitura.

Mongaguá não respondeu aos questionamentos da Reportagem até o fechamento desta edição.