Alerta chama atenção para um fenômeno preocupante: o crescimento de diagnósticos entre mulheres mais jovens / Divulgação
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O Estado de São Paulo deve registrar 20.820 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer.
O número coloca a unidade federativa na liderança nacional em diagnósticos da doença, dentro da projeção de 78.610 novos casos por ano no Brasil no triênio 2026-2028. Somente na capital paulista, a expectativa é de 5.840 ocorrências neste ano.
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O alerta é reforçado pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM-SP), que chama atenção para um fenômeno preocupante: o crescimento de diagnósticos entre mulheres mais jovens.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, São Paulo é o estado mais populoso do país, com cerca de 46 milhões de habitantes — o equivalente a 21,6% da população brasileira. A capital reúne aproximadamente 11,9 milhões de moradores.
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De acordo com o mastologista Fábio Bagnoli, presidente da SBM-Regional São Paulo, o maior volume de diagnósticos também está ligado à estrutura de rastreamento mais consolidada e a campanhas de conscientização amplas.
“Por ser o estado mais populoso e ter rastreamento mais efetivo, é esperado que São Paulo apareça com a maior projeção de casos”, afirma.
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Outro ponto que tem mobilizado especialistas é o aumento proporcional de casos em pacientes mais jovens.
A mastologista Carolina Nazareth Valadares, integrante da Comissão de Imaginologia Mamária da SBM-SP, explica que parte desses diagnósticos pode estar relacionada a mutações genéticas hereditárias, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
Essas alterações ganharam visibilidade internacional após a atriz Angelina Jolie revelar, em 2013, que realizou uma mastectomia preventiva após identificar mutação genética associada a alto risco da doença.
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Estudos indicam que entre 5% e 10% dos casos de câncer de mama têm origem hereditária. A mutação nos genes BRCA está associada a:
60% a 80% de risco de câncer de mama ao longo da vida
20% a 40% de risco de câncer de ovário
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Apesar disso, a maioria dos diagnósticos ocorre sem ligação direta com mutações genéticas conhecidas.
Segundo especialistas da SBM, embora não haja explicação científica definitiva para o crescimento entre mulheres jovens, alguns fatores comportamentais são considerados relevantes:
Esses elementos podem contribuir para o aumento do risco ao longo da vida.
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O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre mulheres brasileiras, representando cerca de 30% dos novos casos diagnosticados.
Apesar de avanços no tratamento e redução da mortalidade em países de alta renda, o Brasil ainda apresenta taxa elevada: aproximadamente 11,7 óbitos por 100 mil mulheres.
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Para a Sociedade Brasileira de Mastologia, os dados reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e acesso rápido ao tratamento.
“A estimativa de aumento entre 2026 e 2028 é um alerta que não pode ser negligenciado”, conclui Bagnoli.
Especialistas recomendam que mulheres realizem mamografia regularmente a partir dos 40 anos — ou antes, em casos de histórico familiar ou fatores de risco identificados por avaliação médica.
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O diagnóstico precoce continua sendo o principal fator para aumentar as chances de cura e reduzir a mortalidade associada à doença.