Saiba o que é Nomofobia, doença que está associada ao uso do celular; entenda

É importante ficar de olho nos sintomas relacionados ao uso do aparelho e cuidar para que não ocorra a perda de autonomia

Nomofobia é o medo patologico de ficar sem acesso ao celular ou dispositivos eletrônicos similares, como tablets e celulares

Nomofobia é o medo patologico de ficar sem acesso ao celular ou dispositivos eletrônicos similares, como tablets e celulares | Reprodução/Pexels

Cuidado! Se você tem estresse, depressão, tristeza, falta de sono, dificuldade de se relacionar ao ficar longe do celular ou computador, você pode estar sofrendo de Nomofobia, que é uma doença comum, mas que pouca gente conhece.

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De acordo com a psicóloga, Leihge Roselle, da Universidade Federal do Mato Grosso, em reportagem da Rádio Câmara, a Nomofobia  se refere ao medo ou ansiedade pela falta de uso do celular, causando  sensação de medo, irritabilidade e prejuízo na vida, como falta de sono e dificuldades no trabalho, na escola e principalmente nas relações sociais.

“É importante ressaltar que o transtorno não foi oficialmente reconhecido no Manual de diagnóstico e estatística dos transtornos mentais. Não há consenso sobre os aspectos que promovem a Nomofobia, mas se sabe que é distúrbio multifatorial, ou seja, há razões sociais, funcionais, orgânicas e de saúde. Também não há consenso se o fator genético é tão importante quanto em outras dependências químicas. Alguns estudos indicam que os fatores genéticos estão presentes, porém não são determinantes”, explicou ela.

É interessante que os fenômenos são recentes, mistura saúde com tecnologia e há uma dificuldade para saber se um indivíduo é dependente, tem aptidão para relações sociais ou apenas habilidades com as novas tecnologias, mesmo que de forma saudável. 

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 “Saber se há predisposição genética não determina uma situação de dependência, mas colabora com os cuidados e nos autocuidados preventivos. Os estudos estão conseguindo relacionar os traços de impulsividade e baixa autoestima com a dependência do celular. Então, nós voltamos para uma combinação multifatorial, de fatores sociais, ambientes e biológicos”, disse a psicóloga.

Alerta aos sintomas

É importante ficar de olho nos sintomas relacionados ao uso do aparelho e cuidar para que não ocorra a perda de autonomia, relacionada com a dificuldade de viver sem os likes, as notificações, os estímulos e as recompensas que a internet traz, como objetos que viciam, moldados para chamar a atenção das pessoas e para que elas acreditem que não possam mais viver sem tais funções nos aparelhos.

Observar as sensações quando se afasta do celular é fundamental para estabelecer uma relação saudável com esse mundo digital e também as bolhas de algoritmos que enviam conteúdos potencialmente viciantes. No caso das crianças, o controle parental é imprescindível para controlar o uso destes dispositivos, lembrando que:

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“A Nomofobia causa aumento do sofrimento, da ansiedade, do estresse, da tristeza, mas temos que aprender ainda a reconhecer um ataque em diferentes espaços físicos”, disse Leihge Rossele.

Existem testes com o auxílio de profissionais que ajudam a avaliar o vício do celular ou da internet relacionados a funções psíquicas para compreender o nível da dependência.   

Por fim, é preciso pensar em ações de redução de danos e de autorregulação no uso de dispositivo, além de tomar medicação, associado a um tratamento psicológicos e terapêutico.