Saúde

Remédio de R$ 25 mil no SUS: acordo histórico promete revolucionar o tratamento do câncer no Brasil

Ministério da Saúde incorpora medicamento já com aprovação da Anvisa para mais de 40 tipos de câncer; uma sessão do tratamento pode variar entre R$30.000 e R$95.000 reais

Augusto Martins

Publicado em 10/04/2026 às 10:46

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Processo de desenvolvimento de um cancêr / Imagem gerada por IA

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Na véspera da Pascoa, o Ministério da Saúde oficializou o acordo com o Instituto Butantan e a farmaceutica MSD para a distribuição do fármaco pembrolizumabe, responsável pelo tratamento de 40 tipos de câncer diferentes. O uso ainda é restrito para o sistema público devido ao alto custo.

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O acordo entre as instituições prevê a fabricação nacional para o imunoterápico e a possibilidade de transformar o cénario de remédios no país. 

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O medicamento, considerado super versatil na área médica, é constantemente utilizado no sistema privado e planos de saúde pelas altas cifras.

Imunoterapia vs. Quimioterapia

Diferente do tratamento de quimio, que busca extrair e evaporar todo e qualquer tipo de célula cancerigena pela corrente sanguínea, o tratamento imunoterápico treina o próprio sistema imunológico do paciente para reconhecer e destruir apenas as células tumorais. Por esse motivo, o tratamento abdica de um dos maiores problemas em tratamentos de cancêr - a queda de cabelos.

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Rémedio dá esperanças as pessoas com cancêrRémedio dá esperanças as pessoas com cancêr / Imagem gerada por IA

O uso do tratamento quimioterápico ainda é constatemente priorizado para tratar diferentes doenças que coloca o risco de vida dos enfermos, mas o novo acordo promete avançar tecnologicamente e aprimorar a qualidade de vida dos usuarios com o uso do imunoterápico.

Reduçaõ de custos

Decorrente da parceria com o instituto e a farmacêutica, a fabricação do medicamento em solo brasileiro tende a reduzir drasticamente o preço do frasco, que em 100ml de conteúdo, o valor pode chegar a R$ 25 mil reais a depender da região e distribuidora.

A importação é outro fator que pode auxiliar na diminuição do custo do remédio, no qual reduziria a dependência de busca-lo fora do Brasil.

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Qualquer um já pode usar?

Apesar da aprovação das incorporadoras, o uso do tratamento ainda é restrito ao sistema público para o tratamento de melanoma avançado. Para os hospitalizados com outros exemplares - como pulmão, mama, esôfago e colo do útero -, a análise para o uso deve ser concedido pelo Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec).

Certificado de acordo entre Ministério da Saúde e Instituto ButantanCertificado entre Ministério da Saúde e Instituto Butantan / Imagem gerada por IA

Se previnir é a melhor escolha

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano é estimado no país, entre 2026 e 2028. Os mais comuns entre homens é liderado pelo de próstata (30% dos casos), seguido pelo de cólon e reto (9,2%) e fechando o pódio com o de pulmão (7,5%). Câncer de estômago (5,6%) e cavidade oral (4,6%) também estão na lista. Já as mulheres, têm o câncer de mama (30,1% dos casos) como principal vilão da saúde feminina, seguido por cólon e reto (9,7%), colo do útero (7,0%) e pulmão (6,0%). Tireoide também faz parte dos dados com cerca de 5,8% dos casos, conforme dados fornecidos pela Instituição Oncoguia.

Vídeo de prevenção ao câncer / Canal Olá, Ciência Youtube. 

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Para o Ministério da Saúde, a aquisição do câncer se deve pela "redução na movimentação diária e pelo elevado tempo em comportamento sedentário, como ficar sentado utilizando o celular. Além disso, o acesso a alimentos inadequados e não saudáveis também tem sido cada vez mais comum".

Algumas medidas e ações são recomendadas para diminuir a chance de contrair um câncer - como não fumar, ter uma alimentação adequada e saudável, praticar atividade física e fazer exames preventivos do câncer do colo e do útero. O Ministério ainda adverte a necessidade do comprometimento de todos os envolvidos nos diversos processos de trabalho, incluindo a elaboração de planos para evitar o adoecimento dos trabalhadores.

 

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