Saúde

Refrigerante zero açúcar pode acelerar envelhecimento do cérebro, diz estudo

Uma pesquisa com 12 mil pessoas aponta que substâncias comuns em bebidas sem açúcar aceleram o declínio cognitivo em até 62%

Giovanna Camiotto

Publicado em 14/01/2026 às 19:00

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Os refrigerantes zero açúcar estão acendendo um alerta vermelho para os cientistas / Freepik

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Um novo estudo brasileiro, publicado na renomada revista científica Neurology, está acendendo um alerta vermelho para quem substituiu o açúcar por versões dietéticas. A investigação acompanhou mais de 12 mil pessoas durante oito anos e revelou que o consumo elevado de certos adoçantes artificiais pode estar ligado a um envelhecimento biológico precoce do cérebro.

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Os dados são impressionantes: os participantes com maior ingestão de substâncias como aspartame e eritritol apresentaram um declínio nas habilidades cognitivas 62% mais rápido do que aqueles que consumiam pouco ou nenhum adoçante. Segundo os pesquisadores, esse impacto equivale a um acréscimo de 1,6 ano na idade biológica do cérebro.

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Cientistas mudam os próprios hábitos

O impacto dos resultados foi tão forte que a própria coordenadora do estudo, Claudia Suemoto, professora da USP (Universidade de São Paulo), decidiu mudar radicalmente sua rotina.

Em entrevista, a pesquisadora confessou que costumava consumir bebidas sem açúcar e adoçantes no café, mas abandonou o hábito completamente após analisar as evidências de perda de memória e funções cerebrais.

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Embora o estudo seja observacional, o que significa que ele aponta uma forte correlação, mas não prova isoladamente uma relação de causa e efeito direta, especialistas internacionais consideram os valores estatísticos "convincentes" e preocupantes.

Os refrigerantes zero não contêm calorias por substituírem o açúcar por adoçantes artificiais, mas estudos recentes investigam se essas substâncias podem alterar a microbiota intestinal e a percepção de saciedade do corpo/Pexels
Os refrigerantes zero não contêm calorias por substituírem o açúcar por adoçantes artificiais, mas estudos recentes investigam se essas substâncias podem alterar a microbiota intestinal e a percepção de saciedade do corpo/Pexels
Embora sejam aliados na perda de peso imediata para quem não consegue abandonar o hábito, especialistas alertam que o consumo excessivo de adoçantes como o aspartame pode estar ligado a dores de cabeça e desconfortos digestivos em pessoas sensíveis/Pexels
Embora sejam aliados na perda de peso imediata para quem não consegue abandonar o hábito, especialistas alertam que o consumo excessivo de adoçantes como o aspartame pode estar ligado a dores de cabeça e desconfortos digestivos em pessoas sensíveis/Pexels
A ausência de açúcar não significa que a bebida seja inócua para a saúde bucal; a alta acidez presente nos refrigerantes dietéticos pode causar a erosão do esmalte dos dentes com o passar do tempo/Pexels
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Cientistas monitoram a relação entre o consumo de bebidas com edulcorantes e a saúde neurológica, após pesquisas indicarem que o excesso dessas substâncias pode acelerar o declínio cognitivo em adultos/Pexels
Cientistas monitoram a relação entre o consumo de bebidas com edulcorantes e a saúde neurológica, após pesquisas indicarem que o excesso dessas substâncias pode acelerar o declínio cognitivo em adultos/Pexels
O segredo para uma dieta equilibrada está na moderação, já que o paladar viciado em sabores extremamente doces provenientes de produtos zero pode dificultar a aceitação de alimentos naturais, como frutas e chás sem açúcar/Pexels
O segredo para uma dieta equilibrada está na moderação, já que o paladar viciado em sabores extremamente doces provenientes de produtos zero pode dificultar a aceitação de alimentos naturais, como frutas e chás sem açúcar/Pexels

Substâncias na mira da ciência

A pesquisa focou em seis substâncias amplamente utilizadas pela indústria mundial e aprovadas por órgãos reguladores, sendo estas o Aspartame, Sacarina, Acessulfame K, Eritritol, Sorbitol e o Xilitol.

Atualmente, o consumo de bebidas "zero" ou "light" atinge recordes globais, impulsionado pela tentativa de reduzir calorias. No entanto, este novo achado sugere que o preço para manter a silhueta pode estar sendo cobrado diretamente na saúde neurológica a longo prazo.

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