Saúde

Quem come carne tem mais chance de viver 100 anos? Entenda o que diz a ciência hoje

Novo estudo revela por que a dieta vegetariana pode ser um desafio após os 80 anos e como garantir a longevidade com saúde

Giovanna Camiotto

Publicado em 28/01/2026 às 20:10

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Pessoas que consomem carne podem ter mais chances de chegar aos 100 anos / Pexels

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Uma pesquisa recente trouxe um dado curioso sobre a longevidade: pessoas que consomem carne podem ter mais chances de chegar aos 100 anos do que aquelas que seguem dietas estritamente vegetais. O estudo, que acompanhou 5 mil idosos chineses com mais de 80 anos desde 1998, sugere que a nutrição na terceira idade exige uma abordagem diferente da aplicada aos jovens.

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No entanto, os cientistas alertam que o resultado não é um "passe livre" para o consumo excessivo de gordura, mas sim um reflexo das necessidades biológicas do envelhecimento. Com o passar dos anos, o corpo humano sofre uma redução na massa muscular e na densidade óssea, o que aumenta o risco de fragilidade.

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Enquanto dietas à base de plantas são excelentes para prevenir doenças cardíacas e diabetes em adultos jovens, o foco após os 80 anos muda para a prevenção da desnutrição. Um detalhe crucial revelado pelo estudo é que a menor chance de chegar ao centenário foi observada apenas em vegetarianos que estavam abaixo do peso ideal. Idosos com peso saudável não apresentaram essa diferença, reforçando que o problema não é a dieta em si, mas a ingestão insuficiente de nutrientes essenciais.

Pesquisa associa consumo de proteína animal à maior probabilidade de chegar aos 100 anos/Pexels
Pesquisa associa consumo de proteína animal à maior probabilidade de chegar aos 100 anos/Pexels
Necessidades nutricionais mudam após os 80 anos com foco na manutenção da massa muscular/Pexels
Necessidades nutricionais mudam após os 80 anos com foco na manutenção da massa muscular/Pexels
Estudo mostra que vegetarianos com peso saudável têm as mesmas chances de longevidade/Pexels
Estudo mostra que vegetarianos com peso saudável têm as mesmas chances de longevidade/Pexels
Inclusão de peixes e ovos na dieta ajuda a prevenir a fragilidade em idades avançadas/Pexels
Inclusão de peixes e ovos na dieta ajuda a prevenir a fragilidade em idades avançadas/Pexels
Nutrição deve ser adaptada conforme o envelhecimento para evitar riscos de desnutrição/Pexels
Nutrição deve ser adaptada conforme o envelhecimento para evitar riscos de desnutrição/Pexels

Outro ponto fundamental é que o consumo de peixes, ovos e laticínios eliminou qualquer desvantagem em relação aos comedores de carne. Esses alimentos fornecem proteínas de alta qualidade, vitamina B12, cálcio e vitamina D, pilares para manter a musculatura e evitar fraturas.

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O estudo aponta que, em idades muito avançadas, a prioridade nutricional passa a ser a manutenção do peso e da massa magra, o que pode ser mais desafiador em dietas restritivas sem um planejamento rigoroso ou suplementação.

Em resumo, a ciência indica que a nutrição deve ser adaptada a cada fase da vida. O que funciona aos 40 anos para prevenir doenças crônicas pode precisar de ajustes aos 90 para garantir a sobrevivência e a autonomia.

Seja com carne ou com uma dieta plant-based bem planejada, o segredo para cruzar a linha dos 100 anos parece estar no equilíbrio nutricional e na manutenção de um peso corporal adequado para enfrentar os desafios naturais da velhice.

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