Saúde

Psiquiatra americano revela o quanto você deve dormir para não destruir seu cérebro

O psiquiatra e especialista em neuroimagem Daniel Amen explica como a falta de sono impede a limpeza de resíduos metabólicos do cérebro

Luna Almeida

Publicado em 02/01/2026 às 19:02

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Para proteger a mente, Amen defende a criação de um toque de recolher neural / Freepik

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Dormir menos de sete horas por dia não é apenas uma questão de cansaço, mas um risco real para a saúde cerebral. De acordo com o psiquiatra californiano Daniel Amen, fundador da Amen Clinics e especialista em neuroimagem, a privação de sono a longo prazo leva à perda de memória e ao surgimento da chamada névoa mental. 

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Segundo o médico, o cérebro necessita desse repouso mínimo para que o sistema glinfático elimine os resíduos metabólicos acumulados durante o dia, um processo que ele define como uma lavagem cerebral noturna essencial para evitar problemas cognitivos.

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Para proteger a mente, Amen defende a criação de um toque de recolher neural, estabelecendo horários fixos para dormir e acordar, inclusive aos finais de semana.

O especialista também ressalta que a exposição à luz azul de celulares, tablets e computadores antes de deitar atrasa o início do sono e degrada a qualidade do descanso. 

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A solução proposta por ele é o pôr do sol digital, que consiste em desconectar todos os dispositivos pelo menos uma hora antes de ir para a cama, substituindo-os por atividades relaxantes como leitura ou banhos quentes. Conheça o hábito pouco conhecido que pode melhorar o seu sono e ainda reduzir a conta de luz.

Higiene do sono e controle da ansiedade

Além da disciplina com os horários e eletrônicos, o psiquiatra destaca que o ambiente físico é determinante para o cérebro reconhecer a hora de descansar. Amen recomenda baixar a temperatura do quarto, utilizar travesseiros com regulação térmica e investir em iluminação suave ou aromas de lavanda. 

Para casos específicos, sob supervisão médica, ele menciona que suplementos como melatonina, magnésio, 5-HTP e GABA podem auxiliar na regulação do ritmo circadiano e na redução da ansiedade noturna.

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Para quem luta contra pensamentos repetitivos que impedem o sono, Daniel Amen sugere a técnica do diário de preocupações. O hábito de anotar as pendências e angústias cerca de meia hora antes de deitar permite clarear a mente e aliviar o desconforto emocional. 

O especialista afirma que essa prática ajuda inclusive a reescrever finais diferentes para pesadelos recorrentes, promovendo um estado de relaxamento necessário para uma noite reparadora.

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