Tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, tem despertado grande interesse entre pacientes e especialistas / Pexels
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O medicamento Mounjaro terá reajuste de preço a partir desta quarta-feira (1º), após autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), informou a fabricante Eli Lilly. Já Ozempic e Wegovy, ambos da Novo Nordisk, terão os valores mantidos por enquanto.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste anual define apenas o teto de preços que pode ser praticado no país. Na prática, laboratórios, distribuidores e farmácias têm liberdade para fixar os valores cobrados, desde que respeitem o limite estabelecido.
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A atualização dos preços ainda precisa ser formalizada junto à CMED para entrar em vigor. O percentual autorizado deve obedecer ao limite definido para 2026 e, em regra, só poderá ser revisto novamente em março do próximo ano.
Os medicamentos citados estão enquadrados no nível 3 da regulação, categoria que inclui produtos com pouca ou nenhuma concorrência no mercado. Para esse grupo, o reajuste máximo permitido é de 1,13%.
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Além disso, a regulação estabelece três referências de preços: o preço de fábrica, o preço máximo de venda ao governo e o preço final ao consumidor, praticado nas farmácias.
Anvisa aprovou o uso do medicamento Mounjaro (tirzepatida) para o tratamento da obesidade no país/FreepikA Novo Nordisk informou que ainda avalia se aplicará o reajuste permitido. Com isso, os valores de fábrica seguem inalterados. No caso do Wegovy, os preços variam atualmente entre R$ 794,47 e R$ 1.987,84.
Já o Ozempic tem faixa entre R$ 794,47 e R$ 1.031,78. Os valores mudam conforme a dosagem do princípio ativo e não incluem impostos.
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A fabricante Eli Lilly confirmou ao Valor Econômico que aplicará o reajuste integral autorizado para a categoria. Antes da atualização, o preço de fábrica do Mounjaro variava entre R$ 423,66 e R$ 3.680,86.
Com o aumento de até 1,13%, o novo teto estimado passa a ficar entre R$ 428,44 e R$ 3.722,45. Assim como nos demais casos, os valores dependem da dosagem e não consideram a incidência de tributos ao consumidor final.