O setor psiquiátrico da Saúde em Cubatão está chamando a atenção não só da Câmara Municipal como também da Prefeitura da Cidade. Segundo a Administração, um estudo de viabilidade econômica e assistencial está sendo realizado para instalação de ala exclusiva para atendimento dessa patologia.
Na última sessão da Câmara, na terça-feira (30), o vereador Guilherme do Salão (PROS) solicitou a implantação de uma ala psiquiátrica no Hospital Municipal de Cubatão. O parlamentar ressaltou que os problemas de saúde mental aumentaram exponencialmente durante a pandemia da Covid-19, principalmente os casos de ansiedade, depressão e suicídio.
Ainda segundo o vereador, existem poucos leitos no Hospital Municipal reservados ao tratamento de distúrbios ligados à saúde mental e que muitos cubatenses estão aguardando uma vaga no Hospital Guilherme Álvaro (Santos) para fazer o tratamento adequado. “Os parentes dos pacientes querem ver seus familiares sendo bem atendidos, cuidados”, afirma.
Segundo a Prefeitura, atualmente, não há leitos destinados exclusivamente para a psiquiatria, porém, o hospital possui 4 leitos de isolamento que são utilizados para admissão desses pacientes. “As portas de entrada dos pacientes são o Pronto-Socorro Central e a UPA do município. Nesses estabelecimentos os pacientes são estabilizados e avaliados quanto à necessidade de internação. Quando há necessidade, os estabelecimentos solicitam vaga para o Hospital Municipal de Cubatão e as solicitações são avaliadas. Havendo possibilidade, são realizados remanejamentos internos e utilização dos leitos de isolamento existentes para admissão do paciente, além disso, eles são cadastrados no sistema CROSS para direcionamento para a rede credenciada”, explica.
Saúde mental nas escolas
Durante a sessão, Guilherme também solicitou que o Poder Executivo cumpra a Lei Federal N° 13.935, de 11 de dezembro de 2019, que obriga a implantação de serviços da psicologia e do serviço social nas unidades municipais de ensino. O parlamentar chamou a atenção para a escalada de casos de violência nas escolas da cidade nos últimos meses.
Em resposta à reportagem do Diário do Litoral, a Prefeitura informou que, “no que se refere ao cumprimento da Lei, recentemente, no final do ano de 2022, ingressaram duas psicólogas, que hoje atuam como psicólogas educacionais articulando ações dentro da Secretaria Municipal de Educação, no trabalho coletivo, com outras políticas setoriais visando o bem-estar dos alunos”.
A Administração Municipal ainda explica que o serviço de Psicologia nas escolas “não se caracteriza por atendimentos individuais e sim por ações coletivas em consonância com a demanda de cada escola, observando-se suas peculiaridades”.
