A poluição do ar está entre os principais fatores de risco para o câncer de pulmão / Imagem gerada por IA
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A poluição do ar já ocupa o segundo lugar entre os principais fatores de risco para o câncer de pulmão, atrás apenas do tabagismo. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores do Sylvester Comprehensive Cancer Center, em Miami (EUA), que atualizou o ranking global das causas associadas à doença.
O câncer de pulmão é o mais comum no mundo e segue como a principal causa de morte por câncer entre os homens em países como a França. Embora a mortalidade global tenha caído cerca de 8% entre 1990 e 2019, os pesquisadores alertam para a mudança no peso relativo dos fatores de risco.
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O tabaco permanece como a principal causa, responsável por 66% das mortes em 2019, um percentual menor que os 72% registrados em 1990. Entre as mulheres, porém, a mortalidade associada ao cigarro cresceu cerca de 2% no mesmo período, segundo o levantamento.
O dado mais preocupante do estudo é a ascensão da poluição do ar, que ultrapassou a exposição ao amianto como o segundo maior fator de risco. De acordo com o relatório, ela já responde por quase 20% das mortes por câncer de pulmão, traqueia e brônquios em escala global. Em países como China, Índia, Paquistão, Bangladesh e Nigéria, esse índice supera 25%.
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“A associação entre mortalidade por câncer de pulmão e poluição do ar ainda é debatida, mas as evidências vêm se acumulando”, afirma Estelamari Rodriguez, coautora do estudo. “Não se trata de um problema local, mas de um fenômeno global”, acrescenta.
Os autores também destacam que, apesar do avanço das proibições ao amianto em vários países, as mortes por câncer de pulmão relacionadas à substância ainda são elevadas. Nos Estados Unidos, por exemplo, permanecem quase o dobro da média mundial.