Louças antigas não são a melhor escolha para o uso diário / Pixabay
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Elas são charmosas, nostálgicas e, muitas vezes, verdadeiros achados em brechós e feiras de antiguidades. Louças vintage, com suas flores pintadas à mão, tons pastel e bordas douradas, estão em alta e dão um toque de personalidade à mesa.
No entanto, o que muitos subestimam é o risco químico: louças antigas podem conter substâncias tóxicas, especialmente o chumbo.
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O problema não está na argila em si, mas no esmalte (a camada vítrea que cobre a peça). Antigamente, o chumbo era amplamente utilizado na indústria cerâmica porque facilitava a aplicação do esmalte, conferia um brilho intenso e realçava as cores das decorações.
O perigo ocorre quando esse metal pesado é liberado e contamina os alimentos por contato. Metais como chumbo, arsênio ou níquel podem se desprender da cerâmica sob certas condições.
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O fator mais preocupante é que o chumbo é bioacumulativo: ele permanece no corpo por longos períodos e a ingestão crônica, mesmo em pequenas quantidades, pode afetar diversos órgãos, sendo o sistema nervoso central o mais prejudicado.
É necessário ter cautela redobrada com itens de procedência desconhecida ou fabricados antes da regulamentação rigorosa de metais pesados. Fique atento a:
Lembranças de viagem: Cerâmicas artesanais de países com fiscalização frouxa.
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Garimpos de brechó: Pratos e xícaras sem marca de fabricante ou selos de segurança.
Heranças de família: Peças muito antigas onde o esmalte já apresenta rachaduras ou aspecto "craquelado".
Louças antigas não são a melhor escolha para o uso diário, especialmente em contato com:
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Alimentos quentes: O calor acelera a liberação de substâncias.
Alimentos ácidos ou salgados: Molho de tomate, frutas cítricas e vinagres podem reagir com o esmalte e "puxar" o chumbo para a comida.
Líquidos por tempo prolongado: Deixar bebidas em xícaras antigas por horas aumenta a exposição.
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Kits de teste rápido vendidos na internet prometem detectar chumbo em segundos, mas não são totalmente confiáveis. Muitos desses testes só reagem ao chumbo que já está solto na superfície ou em concentrações elevadíssimas.
Um resultado negativo pode gerar uma falsa sensação de segurança, ocultando metais que ainda estão presos ao esmalte, mas que serão liberados ao entrar em contato com alimentos ácidos ou quentes.
O veredito: Se você não tem certeza da composição daquela porcelana antiga, o ideal é deixá-la brilhar apenas como objeto de decoração. Use seus tesouros vintage para enfeitar paredes ou estantes, e prefira louças modernas e testadas para as suas refeições.
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